Imprensa burguesa

Estadão, o esgoto do jornalismo

O jornal burguês e falso democrata, Estadão, não perde tempo para mostrar a verdadeira face enquanto seus patrocinadores cometem crimes contra a humanidade

Escola de meninas bombardeada

O editorial do Estadão deste sábado (28), Ninguém vai chorar pelo Irã, é a expressão mais bem acabada do quanto a burguesia é o esgoto da humanidade. Enquanto apoia o Estado genocida de “Israel” matar, oficialmente, 71 mil pessoas na Faixa de Gaza, a maioria mulheres e crianças, muitas morrendo de fome, sede, ou doenças devido ao bloqueio imposto aos sionistas. Esse jornal vem e diz cinicamente que “O Irã é um Estado pária, que massacra seu povo, quer a bomba para destruir Israel e financia o terror contra o Ocidente. Se o ataque derrubar esse regime criminoso, o mundo agradecerá”.

Chamar o Irã de pária só pode vir de uma escória, essa que apoiou a Ditadura Militar de 1964, a de 2016, bem como todas as ditaduras sanguinárias patrocinadas pelos EUA espalhadas pela América Latina e pelo mundo, que massacraram milhões de pessoas.

O Estadão inicia dizendo que “ao anunciar sua operação militar contra o Irã, EUA e Israel declararam como objetivo neutralizar ameaças iminentes, enfraquecer a infraestrutura militar do regime e impedir que Teerã obtenha uma arma nuclear. “A hora de sua liberdade está ao seu alcance”, disse Donald Trump, dirigindo-se ao ‘honrado povo iraniano’. ‘Quando terminarmos, assumam o seu governo. Só depende de vocês tomá-lo.’”

Esse jornal não tem sequer a vergonha de repetir os mesmos argumentos canalhas, as mesmas mentiras, depois confessadas, contra o Iraque, de que este possuiria armas de destruição em massa, o que serviu de desculpas para uma invasão que matou diretamente mais de um milhão de pessoas, a maioria civis. Não bastasse isso, os bloqueios econômicos, após a derrota dos Estados Unidos, mataram pelo menos 500.000 crianças, conforme admitiu Madeleine Allbrigth, então secretária de Estado.

Há 40 anos martelam a mentira de que o Irã estava atrás de uma arma nuclear. Os gênios da burguesia decadente acabaram de martirizar justamente o aiatolá Saied Ali Khamenei, o líder que emitiu não uma, mas duas fátuas impedindo a construção da bomba. Em seu lugar, subirá um líder que é a favor. Aguardem.

Confissão

Em 9 de julho de 2025, o Estadão escreveu um editorial intitulado Coisa de mafiosos. Ali se lê que “é absolutamente deplorável que ainda haja no Brasil quem defenda Trump”. Também está escrito que “vestir o boné de Trump, hoje, significa alinhar-se a um troglodita”. É exatamente isso que esse jornal venal está fazendo, aquilo que outro dia condenava duramente. Será coisa de mafiosos?

Ninguém deve se espantar com isso, pois a burguesia não tem escrúpulos, apesar de cobrarem isso dos outros. Os burgueses, ao contrário do que se imagina, têm consciência de classe. Eles podem se odiar, se matar entre si, mas se juntam quando se trata de combaterem seu pior inimigo, as classes trabalhadores.

Os “amantes da democracia”, como o Estadão, que criticavam até ontem Donald Trump, que o chamavam de fascista, estão agora de mãos dadas. O que prova que ambos são fascistas, a democracia é apenas uma fachada, uma máscara, que utilizam para enganar os incautos.

Mais mentiras

O Estadão mente descaradamente, alega que “há quatro décadas a República Islâmica acumula um histórico de repressão interna, apoio a milícias terroristas e hostilidade aberta contra os EUA, Israel e países árabes, razão pela qual ninguém, no mundo civilizado, vai chorar pelo Irã.”. O que Estadão sabe sobre “mundo civilizado”? Nada. Eles apoiam assassinatos de crianças, torturadores. Eles apoiavam o xá Rehza Pahlavi, esse sim um opressor, que mantinha a população na pior miséria enquanto o “mundo civilizado” pegava o petróleo a preço de pai para filho.

Essa imprensa maquia o presidente da Síria, Abu Mohammad al-Julani, um terrorista conhecido por matar civis e decapitar pessoas, e que foi rebatizado de Ahmed al-Sharaa. Em seguida, o vestiram com terno, o perfumaram e então foi recebido na Casa Branca.

Quando os sionistas explodiram pagers no Líbano, mataram e mutilaram pessoas, incluindo crianças e pessoal de saúde, esse jornal não condenou “Israel” por terrorismo, deu até manchete falando em “sucesso tático”.

Apoiar a hostilidade de povos oprimidos contra Estados Unidos e Israel demonstra que o Irã é o civilizado. Acusar de terrorista quem luta contra ladrões de terras, assassinos, como faz o Estadão, é o mais baixo degrau da humanidade, por mais que este seja perfumado, vista ternos, e adoraria ficar de quatro apoios no Salão Oval.

A primeira bomba que EUA/Israel atiraram sobre o Irã atingiu uma escola de meninas entre 6 e 12 anos. Como o Estadão dá a notícia? Mídia estatal do Irã diz que número de mortos em ataque a escola sobe para 165. Usam o “estatal” para que as pessoas duvidem do número e assim acobertam o crime. Não apenas isso, dão voz aos assassinos, escrevem que “O exército israelense disse que não estava ciente de nenhum ataque na área”. Aqueles que se gabam de ataques cirúrgicos, que destroem hospitais, matam dezenas de milhares de crianças na Faixa de Gaza, em associação àqueles que mataram meio milhão de crianças no Iraque, não sabiam de nada.

Cálculos

Após a demagogia com terrorismo e repressão. O Estadão fala mais abertamente e, sem medo de ser arrogante. Passa a desenhar cenários, como as consequências do fechamento do Estreito de Ormuz; do tempo de duração da “campanha”; se haverá uma escalada regional, ou mesmo se haverá uma campanha prolongada para enfraquecer o regime. Apesar do nariz empinado, esse jornal não apita nada, é apenas um serviçal do imperialismo.

Na Guerra dos 12 Dias, “Israel” mostrou que não tem pernas para uma guerra prolongada e logo implorou por um cessar-fogo. Então, agora vão fazer a guerra suja de sempre: bombardear escolas e matar o máximo possível de civis, além de destruir hospitais para tentar desgastar e gerar o caos.

Quanto à “mudança de regime”, a população iraniana saiu aos milhões às ruas para apoiar o governo e se solidarizar com a morte de seu aiatolá. Os EUA e “Israel”, e seus bajuladores históricos, acabam de fortalecer o regime. O que prova que inteligência não é o forte dessa gente.

O modo como o Irã tem atingido os EUA-“Israel” é inédito. Além disso, toda produção de petróleo e gás da região está sob risco, o recado já foi dado e essa dupla assassina não tem como evitar que as monarquias subservientes sejam atingidas.

Lágrimas

No mundo civilizado (o que exclui o Estadão), todos já estão chorando pelo Irã, pela covardia contra as crianças e civis. Pela propaganda vil e caluniosa de que sua gente é vítima por essa imprensa medíocre e vendida. Ao mesmo tempo, a coragem do povo iraniano merece solidariedade e respeito; o que eles fazem, poucos conseguem.

Quanto ao Estadão, esse jornal que elogiou Hitler ontem e apoia os de hoje, ninguém vai chorar quando deixar de existir, será um alívio.

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