O atual dono do Twitter, Elon Musk, divulgou uma série de arquivos comprovando que a empresa mantinha uma equipe que se dedicava a censurar conteúdos com objetivos políticos. A censura funcionava ao acionar um dispositivo que reduzia o alcance de postagens, ou que impedisse compartilhamentos. Um mecanismo vasto para distribuir censura.
As investigações de Musk confirmam algo que o PCO já defende há muito tempo: as redes sociais se transformaram em instrumentos do serviço de inteligência dos Estados Unidos, recolhendo todo tipo de informação dos usuários. Um exemplo disso é que os censores do Twitter se reuniam toda semana com o FBI.
Musk revelou também que essas redes atuaram ativamente durante as eleições norte-americanas, censurando principalmente o bloco trumpista. O volume de censura era tão grande que até mesmo Joe Biden poderia ter sido alvo de censura também, mostrando que o próprio governo dos Estados Unidos encontra-se sob total vigilância. Trata-se de uma grande conspiração que acaba de ser revelada pelo dono da empresa, um verdadeiro escândalo.
Se somarmos essas denúncias ao que revelou Edward Snowden, por exemplo, vemos que a “democracia” defendida pela esquerda nos dias de hoje é uma fachada total. É uma ficção política. Não há liberdade nenhuma, nem mesmo na internet, que surgiu no mundo como uma ferramenta que revolucionou a comunicação e que possuiu em seus primeiros momentos uma concepção de liberdade mais ampla.
Os maiores inimigos da população não são figuras como Trump e a extrema direita, mas sim os que controlam esses serviços de inteligência, essas pessoas ligadas ao governo norte-americano, ao imperialismo.
A internet se transformou num monopólio dessas redes sociais. Hoje em dia, para divulgar algum produto ou qualquer outra coisa, essa divulgação deve ser feita nessas redes, para atingir um grande público. Para emitir um posicionamento político, precisamos dessas redes também, pois é um mecanismo que atinge um número muito grande de pessoas. Esse monopólio, no entanto, é controlado pelos serviços de inteligência, que não tem limite nenhum para promover a censura, de forma mais absurda possível.
O mesmo serve para a espionagem feita pelos celulares e computadores, que possuem um banco de dados gigantesco, um controle da vida particular de milhões – ou até bilhões – de pessoas. É uma ditadura quase perfeita. Só não é por conta das contradições que existem, por conta da luta de classes e não é tão fácil assim ter um domínio total das pessoas.
A vigilância é tão grande que lembra o famoso livro de George Orwell, “1984”. A espionagem é tanta que estamos quase alcançando uma sociedade absurda como a retratada na história de Orwell. O desenvolvimento tecnológico sob o regime capitalista monopolista permitiu o avanço dos mecanismos de espionagem.
Há muitos setores da esquerda que acham uma maravilha a censura, porque ela começa afetando a extrema direita. Mas como já denunciamos, é um erro crasso defender esse tipo de barbaridade porque ela sempre chega para a esquerda e chega com ainda mais força. Não é contra a extrema-direita, é contra todos. Quando Snowden denunciou isso, Bolsonaro e Trump nem eram todo esse fenômeno e a gravidade do problema já era alertada.
Devemos tomar bastante atenção sobre o tema e sobre as denúncias. É importante combater essa ideia absurda da esquerda de censurar pessoas por posicionamentos políticos. Os documentos mostrados por Elon Musk evidenciam o poder que está nas mãos dessas grandes empresas de tecnologia. A esquerda precisa ficar atenta ao controle que esses monopólios têm sobre o regime político.




