Nesta sexta-feira (19), às 21h30, a Seleção Brasileira entra em campo contra o Haiti pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo de 2026. Para acompanhar a partida, o Partido da Causa Operária (PCO) realizará mais uma transmissão especial no Centro Cultural Benjamin Péret (CCBP), em São Paulo.
A atividade reunirá militantes, simpatizantes e torcedores para acompanhar o segundo jogo do Brasil no Mundial. O CCBP abrirá as portas para todos que quiserem torcer pela Seleção em um ambiente de confraternização, com open bar de chope pelo valor de R$50. O Jacobinos Café & Bistrô também funcionará durante a transmissão.
A partida será disputada no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, nos Estados Unidos. Depois do empate por 1 a 1 contra o Marrocos na estreia, o Brasil entra em campo pressionado a conquistar sua primeira vitória na Copa. Na primeira rodada, a seleção africana abriu o placar com Saibari ainda no primeiro tempo, e Vinícius Júnior empatou para a equipe comandada por Carlo Ancelotti.
O resultado deixou o Brasil empatado com o Marrocos na segunda colocação do Grupo C, atrás da Escócia, que venceu o Haiti por 1 a 0 e assumiu a liderança da chave. A vitória contra os haitianos, portanto, é fundamental para que a Seleção encaminhe a classificação e chegue em melhores condições ao último jogo da fase de grupos, contra a Escócia, marcado para 24 de junho.
Além dos 3 pontos, o Brasil precisa buscar um bom saldo de gols. Caso a disputa pela liderança do grupo termine empatada em pontos com o Marrocos ou com a Escócia, o saldo pode ser decisivo para definir a posição da Seleção na tabela. Por isso, a partida contra o Haiti ganhou importância ainda maior depois da estreia abaixo do esperado.
A equipe haitiana chega ao confronto depois de perder para a Escócia por 1 a 0. Apesar da derrota, o Haiti criou oportunidades e chegou a ameaçar o empate. A seleção caribenha disputa apenas sua segunda Copa do Mundo. A primeira participação foi em 1974, na Alemanha, quando caiu ainda na fase de grupos.
O retrospecto entre Brasil e Haiti é amplamente favorável à Seleção Brasileira. As duas equipes se enfrentaram três vezes, com três vitórias do Brasil. Em 1974, a Seleção venceu por 4 a 0. Em 2004, goleou por 6 a 0 em Porto Príncipe. Na Copa América de 2016, nova goleada: 7 a 1.
O jogo de 2004 ficou conhecido como “Jogo da Paz”. A partida foi realizada em 18 de agosto daquele ano, no Estádio Sylvio Cator, em Porto Príncipe, em meio à presença das tropas brasileiras na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti. O amistoso fez parte de uma campanha em que armas eram trocadas por ingressos para acompanhar a Seleção Brasileira, então campeã mundial.
Na ocasião, o Brasil, comandado por Carlos Alberto Parreira, venceu por 6 a 0, com três gols de Ronaldinho Gaúcho, dois de Roger Flores e um de Nilmar. A equipe ainda contava com jogadores como Júlio César, Roberto Carlos, Ronaldo Fenômeno e Adriano Imperador. A presença da Seleção levou milhares de haitianos às ruas de Porto Príncipe para acompanhar a passagem dos jogadores até o estádio.
Passados 22 anos, Brasil e Haiti voltam a se enfrentar, agora em uma Copa do Mundo. A diferença técnica entre as duas seleções é grande, mas o futebol exige que o Brasil confirme dentro de campo sua superioridade. Depois de uma estreia irregular, a Seleção precisa mostrar mais organização, mais agressividade ofensiva e maior capacidade de transformar sua posse de bola em gols.
Ancelotti deve fazer mudanças na equipe. A provável escalação do Brasil tem Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Fabinho e Bruno Guimarães; Luiz Henrique ou Lucas Paquetá, Raphinha, Matheus Cunha e Vinícius Júnior. Neymar está fora da partida, ainda em processo de recuperação de uma lesão na panturrilha.
Na estreia, o Brasil entrou em campo com Alisson; Ibañez, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Vinícius Júnior, Raphinha e Igor Thiago. A tendência é que Danilo, Fabinho e Matheus Cunha ganhem espaço entre os titulares contra o Haiti.
O adversário deve ir a campo com Placide; Arcus, Ricardo Adé, Delcroix e Expérience; Louicius Deedson, Danley, Bellegarde e Providence; Pierrot e Isidor. A equipe haitiana ocupa uma posição inferior no ranking da Fifa e é considerada a seleção mais fraca do grupo, mas mostrou contra a Escócia que pode dificultar o jogo se o Brasil entrar em campo sem intensidade.





