Oriente Próximo

Um ano após a guerra dos 12 dias, Irã segue fortalecido

População iraniana, as Forças Armadas, o Basij e as organizações populares atuaram de maneira coordenada na defesa do país

A HispanTV publicou, nesta sexta-feira (12), uma análise sobre o primeiro aniversário da guerra de 12 dias contra o Irã, apontando que a ofensiva conduzida pelos Estados Unidos, por “Israel” e por seus aliados regionais não conseguiu atingir seu objetivo principal: derrubar a República Islâmica e destruir sua capacidade militar.

Segundo o texto, a agressão iniciada em junho de 2025 foi preparada como uma operação rápida, voltada a impor uma derrota decisiva ao Irã. O plano envolveu ataques militares, pressão econômica, operações de inteligência, guerra psicológica e articulações diplomáticas usadas como cobertura para novas agressões. O resultado, porém, foi o contrário do esperado pelos agressores.

A análise afirma que, após um ano de confrontos, o Irã consolidou sua posição como potência regional, enquanto os Estados Unidos aparecem em situação de enfraquecimento político e militar. A derrota norte-americana se expressa, segundo a HispanTV, na incapacidade de impor suas condições ao governo iraniano e na necessidade de buscar um acordo para evitar uma nova escalada.

A guerra de 12 dias foi seguida, ainda de acordo com a publicação, por uma segunda ofensiva, em fevereiro de 2026, que durou cerca de 40 dias. Essa nova etapa atingiu infraestruturas civis, centros científicos, estruturas econômicas e cidades iranianas. Ao mesmo tempo, grupos separatistas e mercenários, treinados e armados no exterior, foram mobilizados em regiões de fronteira.

A HispanTV destaca que o imperialismo apostava em uma ruptura interna do regime iraniano. A avaliação dos Estados Unidos e de “Israel” era de que a pressão militar e econômica abriria uma crise entre a população e o governo. No entanto, a resistência nacional se fortaleceu. A população iraniana, as Forças Armadas, o Basij e as organizações populares atuaram de maneira coordenada na defesa do país.

Outro ponto apresentado pela análise é a preservação dos principais recursos estratégicos do Irã. O programa nuclear civil, o arsenal de mísseis e a rede regional de aliados da resistência não foram destruídos. Pelo contrário, o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz passou a ser apresentado como um dos principais fatores de dissuasão contra o imperialismo.

A publicação também afirma que a guerra mostrou os limites da proteção norte-americana aos seus aliados no Golfo Pérsico. Países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bareine, dependentes de bases militares dos Estados Unidos, passaram a ter de considerar a possibilidade de represálias iranianas diretas em caso de nova ofensiva contra a República Islâmica.

Para a HispanTV, a principal derrota norte-americana está no fato de que os Estados Unidos perderam a iniciativa política. O objetivo inicial de derrubar o governo iraniano foi abandonado e substituído pela tentativa de obter garantias sobre o programa nuclear, embora o Irã reafirme que não busca armas nucleares.

A análise também trata das negociações em torno de um possível acordo. Segundo a publicação, qualquer entendimento precisa partir do novo equilíbrio de forças criado pela resistência iraniana. Entre os pontos apontados como inegociáveis estão a preservação da soberania do Irã, seus direitos nucleares, suas capacidades defensivas, sua atuação regional e o reconhecimento do controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz.

A HispanTV afirma ainda que os Estados Unidos tentam apresentar a busca por um acordo como uma vitória diplomática, quando, na realidade, procuram uma saída para o impasse criado por sua própria agressão. A política de Donald Trump, marcada por ameaças públicas e recuos sucessivos, é expressão da dificuldade norte-americana em sustentar uma nova guerra contra o Irã.

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