O chamado cessar-fogo em Gaza é uma farsa. Desde que o acordo entrou em vigor, em 10 de outubro de 2025, o regime de ‘Israel’ já assassinou e feriu mais de 5.100 palestinos, segundo o balanço do ministério da Saúde de Gaza. São mais de 1.100 mortos e cerca de 3.800 feridos, resultado de ataques quase diários com drones, bombardeios e disparos ao longo da linha que divide o território.
O padrão dos crimes é conhecido. Bombas caem sobre apartamentos, tendas de desabrigados e campos de refugiados, dizimando famílias inteiras. Num dos episódios recentes, um pai, a esposa e os quatro filhos foram mortos de uma só vez, num único ataque a um prédio residencial na Cidade de Gaza. A cada “violação” — como a imprensa ocidental prefere chamar esses massacres —, o exército de ocupação alega ter atingido “terroristas”, fórmula com que tenta justificar o extermínio de civis.
Os números da guerra como um todo são de proporções assombrosas: desde outubro de 2023, o regime sionista já matou mais de 73 mil palestinos e feriu mais de 173 mil, sem contar os corpos que seguem sob os escombros, inacessíveis às equipes de resgate. A maioria das vítimas são mulheres e crianças. É um genocídio conduzido às vistas do mundo, com o aval e as armas do imperialismo norte-americano.
O cessar-fogo, portanto, não interrompeu a máquina de morte; apenas rebaixou seu ritmo o suficiente para que as potências imperialistas pudessem apresentá-lo como “paz”. Enquanto isso, a reconstrução não avança, as passagens seguem fechadas e a população vive sob fome, doença e destruição.
Não há acordo capaz de deter um Estado que faz do assassinato de civis sua política permanente. A única saída para o povo palestino passa pelo fim da ocupação e do regime de apartheid — tarefa que os trabalhadores e os povos oprimidos de todo o mundo têm o dever de abraçar, contra ‘Israel’ e contra o imperialismo que o sustenta.





