Coxinhato: um fracasso da marcha em defesa da fraude

Nesse domingo, dia 30, a direita golpista lançou mais uma tentativa de responder tanto a crise política que se alastra pelo governo como às sequencias de enormes atos da esquerda que aconteceram durante o mês de maio e junho. Novamente colocando todo o esforço do aparato da burguesia para agir, principalmente em São Paulo, os atos desse domingo revelam que a direita tem cada vez mais perdido forças.

Segundo o site ligado à rede Globo, G1, teriam acontecido atos em 88 cidades. Número que, mesmo se comparado ao fornecido pela imprensa golpista no coxinhato anterior, do dia 26, é bem menor. Na ocasião, o próprio G1 havia anunciado que os bolsonaristas teriam saído às ruas em 158 municípios.

Em meio às revelações dos vazamentos da Lava Jato, às dificuldades de aprovação da reforma da Previdência, aos escândalos e vergonhas passados pelo governo e principalmente à enorme e crescente rejeição popular, os atos foram um fracasso. Atos chamados em defesa da fraude da Lava Jato, em defesa de Sérgio Moro e das políticas de ataques ao povo. O que se via nas manifestações eram as palavras de ordem sempre absurdas dos coxinhas, contra a esquerda e o PT, a favor de Moro o “herói nacional”, a defesa da reforma da Previdência etc. E como sempre, o que se via era a mesma base social que desde o impeachment de Dilma, sai às ruas, ainda que com poder de mobilização muito mais reduzido: em sua maioria brancos, de classe média alta e de idade mais avançada.

Em São Paulo o ato foi um fracasso, principalmente levando-se em consideração que a direita colocou todo o seu peso na capital paulista. Se comparado a imagens de outras capitais, fica claro que diante do refluxo da direita, a burguesia decidiu garantir que pelo menos em São Paulo, contando com a ajuda de todo o aparato, ela pudesse dar a impressão de que a manifestação a favor da fraude fora bem sucedida. Para os olhares mais atentos, fica fácil de perceber que foi um grande fracasso.

Foram colocados cinco trios elétricos na extensão equivalente a quatro quarteirões da Avenida Paulista. Diante da tradicional despolitização dos coxinhas, os trios elétricos são uma forma de garantir que a manifestação não disperse tanto a ponto de simplesmente se esvair. Apenas em torno dos caminhões de som, havia concentração de pessoas, mesmo assim, apenas alguns juntavam uma quantidade maior de coxinhas histéricos. Entre um caminhão e outro, espaços vazios com as pessoas apenas caminhando de um lado para o outro. Pelas fotos aéreas divulgadas pela própria burguesia, é possível perceber os poucos pontos de aglomeração e a dispersão geral do ato.

Destaque para o trio-elétrico do MBL, que entre todos os trios elétricos era o que aglomerava menos gente, apesar de estar bem posicionado, bem em frente ao MASP. No máximo mil pessoas assistiram ao discurso do vereador Fernando Holliday (DEM), ou seja, no que deveria ser o ápice da intervenção do grupo, conseguiram juntar poucas pessoas.

E foi tudo o que conseguiram levar mesmo com todo esse aparato.

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