A Torcida Organizada Raça Jovem Metropolitano (RJM), do Clube Atlético Metropolitano, de Blumenau (SC), anunciou apoio oficial à candidatura de Caroline Sant Anna, a Carol, do Partido da Causa Operária (PCO), ao Senado por Santa Catarina. A declaração foi publicada nesta sexta-feira (2) no perfil oficial da organizada no Instagram.
Carol faz parte da própria RJM. Segundo a publicação, a candidata é sócia da torcida e integra seu comando feminino. A organizada destacou ainda sua atuação em defesa das torcidas:
“Apoie quem nos apoia! Para o cargo de Senadora, a Raça Jovem apoia a candidata @caroline.santanna.96. Carol é Sócia RJM, integrante do nosso comando feminino e uma grande defensora das torcidas organizadas, ou seja, é uma das nossas.”
A publicação termina com a declaração de voto da torcida: “Portanto, dia 04/10, para o senado, vote Carol – 290!”.
Caroline Sant Anna tem 39 anos, é professora e milita no PCO em Santa Catarina. Integra o Coletivo Rosa Luxemburgo, organização de mulheres do Partido, e participou dos comitês contra o golpe de Estado, dos atos pela liberdade de Lula e das mobilizações do Fora Bolsonaro. Sua atuação política também está ligada à defesa da terra e à luta operária.
O apoio da RJM, portanto, parte de uma organização na qual a própria candidata atua. A publicação enfatizou essa relação ao apresentá-la como “uma das nossas”, e não simplesmente como uma candidata que assumiu uma posição favorável às organizadas durante a campanha. Assim como os demais candidatos do PCO, Carol não vive distante da realidade dos explorados e oprimidos pelo Estado burguês: ela intervém no dia a dia dentro do movimento.
PCO defende fim da perseguição às torcidas organizadas
A defesa das torcidas organizadas aparece expressamente no programa apresentado pelo PCO para as eleições de 2026. Na seção “Em defesa do futebol, do carnaval e de todas as manifestações da cultura popular”, o documento reivindica: “Fim da perseguição às torcidas organizadas. Controle dos clubes pelos torcedores e pelos trabalhadores do setor”.
O mesmo trecho do programa inclui a defesa de recursos públicos para ampliar o acesso à cultura e ao esporte e apresenta o futebol, o carnaval e outras festas populares como manifestações que devem permanecer acessíveis à população.
No final de agosto, um levantamento feito pelo jornalista Kaique Dalapola dos programas de 198 candidatos aos governos estaduais encontrou referência direta às torcidas organizadas apenas entre as candidaturas do PCO.
A posição do Partido está relacionada às restrições que vêm sendo impostas às organizadas e ao público dos estádios, como torcida única, reconhecimento facial, proibição de instrumentos e aumento do preço dos ingressos. A defesa das torcidas é parte da política do PCO para ampliar a participação dos próprios torcedores no futebol.
O programa eleitoral transforma essa posição em duas reivindicações concretas: acabar com a perseguição às torcidas organizadas e colocar os clubes sob controle dos torcedores e dos trabalhadores do setor.
É justamente nesse terreno que se situa o apoio anunciado pela Raça Jovem Metropolitano: Carol pertence à organizada, integra seu comando feminino e é apresentada pela própria torcida como defensora de suas reivindicações.






