Ricardo Herbert Jones, candidato do Partido da Causa Operária (PCO) ao Senado pelo Rio Grande do Sul, apresentou como prioridades a saúde da mulher, os direitos dos trabalhadores e a situação dos presídios brasileiros. Médico obstetra e ativista da humanização do parto, Jones disputa uma eleição pela primeira vez.
Natural de Porto Alegre, o candidato tem 66 anos e formou-se em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Durante 40 anos, trabalhou como obstetra e combateu os maus-tratos e procedimentos impostos às mulheres durante a gestação e o parto.
“Minhas prioridades estarão assentadas naquilo em que tenho experiência, que é a saúde da mulher. Trabalhei durante 40 anos como obstetra e fui um ativista da humanização do parto durante décadas. Essa será uma das minhas prioridades”, afirmou.
O médico quer abrir um debate nacional sobre a violência obstétrica. Mulheres são submetidas diariamente a intervenções desnecessárias, humilhações e decisões tomadas sem seu consentimento dentro de hospitais e maternidades.
Jones também pretende usar o mandato para enfrentar as leis que favorecem os patrões e retiram direitos da classe operária.
“A outra prioridade, evidentemente, é a união dos trabalhadores, a união do operariado, para realizar modificações muito importantes na legislação do trabalho no Brasil. Quero fazer isso de maneira mais ostensiva, com o poder de um legislador, para tentar modificar as regras que regem o trabalho e o capital no País”, declarou.
O candidato incluiu ainda entre suas preocupações o sistema penitenciário, que classificou como extremamente violento.
“Desejo ser senador porque essa seria a oportunidade de levar adiante o debate mais amplo possível com a população brasileira sobre esses temas principais: a questão da mulher, da saúde, da violência obstétrica, dos direitos dos trabalhadores e também do sistema penitenciário”, disse.
Jones convocou a população a discutir nacionalmente a violência obstétrica, as condições das cadeias e a relação entre capital e trabalho. Também denunciou as sucessivas decisões judiciais que procuram impedir o funcionamento do PCO e restringir sua participação nas eleições de 2026.
“Precisamos entender por que um partido que defende o trabalhador é tão atacado e por que eles acham que somos tão perigosos”, afirmou.
A perseguição ao PCO não ocorre por acaso. O Partido é atacado justamente porque apresenta candidatos vinculados à luta dos trabalhadores e denuncia os interesses dos patrões e do regime político.




