Os sionistas assassinaram Iahia Sinuar, mas não conseguiram enterrar sua obra. Depois do lançamento realizado em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, a edição brasileira de O Espinho e o Cravo chega agora a Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza e Recife.
Três atividades serão realizadas neste sábado (18). Em Curitiba, o lançamento ocorre às 16 horas, no Sindipetro, localizado na Rua Lamenha Lins, 2064. Em Porto Alegre, o evento começa às 17 horas, no Centro Cultural Benjamin Péret (CCBP), na Rua Vigário José Inácio, 788.
Em Fortaleza, a apresentação será realizada às 14 horas, no Centro de Convivência do Campus do Pici da Universidade Federal do Ceará (UFC), ao lado do antigo Restaurante Universitário.
Recife recebe o lançamento no sábado seguinte, dia 25 de julho, às 14 horas. A atividade ocorrerá na Biblioteca Xeque Ahmed Iassin, na Rua Marquês Amorim, 548, no bairro Ilha do Leite.
A resistência palestina contada por um de seus dirigentes
Publicado pela Editora Democritos em dois volumes, O Espinho e o Cravo foi escrito por Sinuar durante os anos em que esteve preso nas cadeias sionistas. O romance, baseado em fatos reais, acompanha cerca de 40 anos da história palestina, da Guerra dos Seis Dias, em 1967, até a Segunda Intifada.
A história é apresentada por meio da vida de uma família da Faixa de Gaza. O livro mostra a ocupação, os campos de refugiados, a organização das diferentes correntes palestinas, a luta dos prisioneiros e o desenvolvimento da resistência armada contra “Israel”.
A obra também apresenta aspectos da vida cotidiana do povo palestino: as escolas, os casamentos, o trabalho, a alimentação, as relações familiares e a formação política da juventude sob a ocupação. É justamente essa visão da Palestina, apresentada por alguém que participou diretamente da luta, que a propaganda sionista procura impedir que chegue ao público.
O manuscrito circulou clandestinamente entre os prisioneiros. Para impedir que os carcereiros o destruíssem, presos palestinos copiaram trechos à mão e esconderam as páginas. Depois da libertação de Sinuar, o texto passou a ser divulgado fora das prisões.
A edição brasileira tem cerca de 800 páginas e mais de 100 notas explicativas sobre organizações, acontecimentos políticos, acordos e elementos religiosos mencionados no romance. O trabalho editorial foi realizado a partir da tradução inicial do jornal Clandestino, com comparação entre o original árabe e versões publicadas em outras línguas.
Os dois volumes podem ser adquiridos por R$270,00 e incluem acesso à versão digital. Mais informações sobre os lançamentos podem ser obtidas pelo telefone (21) 96773-2721. O livro também está disponível no sítio democritos.com.br.






