Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), denunciou o favorecimento da Argentina na Copa do Mundo de 2026 e classificou a partida contra o Egito como um “roubo escancarado”. A declaração foi feita nesta sexta-feira (17), durante sua entrevista semanal à TV 247, apresentada por Leonardo Attuch.
Pimenta afirmou que não torcerá nem pela Espanha nem pela Argentina na final da competição. Segundo ele, a seleção argentina representa o “antifutebol” na América Latina, marcado pela violência, pelas provocações e por decisões de arbitragem que prejudicam seus adversários.
“Eu acho que a Argentina representa, na América Latina, o antifutebol. É um futebol maldoso, de golpes. Eu nunca vi o futebol argentino como uma coisa positiva, sem falar no fato de que a Argentina ganhou três Copas do Mundo e todas foram fraudadas.”
Para o presidente do PCO, o caso mais grave da atual Copa ocorreu nas oitavas de final, quando a Argentina venceu o Egito por 3 a 2. Pimenta destacou que as denúncias sobre a arbitragem circularam amplamente, embora a imprensa tenha evitado dar ao caso a importância necessária.
“O que está acontecendo com a arbitragem a favor da Argentina é uma coisa de louco. O jogo contra o Egito foi um roubo escancarado. Na Internet está cheio de denúncia.”
O dirigente destacou que a tolerância com as agressões argentinas interfere diretamente na partida. Segundo ele, o jogador que recebe faltas, provocações e golpes durante todo o jogo acaba sendo afetado física e psicologicamente.
Violência argentina
Pimenta lembrou que a violência do futebol argentino contra os brasileiros é antiga. Durante as décadas de 1960 e 1970, clubes do Brasil enfrentavam enorme dificuldade nas competições sul-americanas devido ao jogo violento tolerado pelas arbitragens.
O Santos de Pelé conseguiu conquistar duas Libertadores e dois mundiais porque possuía um time completamente fora do comum, afirmou. Outras equipes brasileiras, embora tecnicamente superiores, eram prejudicadas pelas agressões e provocações.
“Na época em que o Santos ganhou duas Copas do Mundo e duas Libertadores, os brasileiros não conseguiam jogar contra a Argentina devido ao jogo sujo. Isso era muito conhecido. Era impossível jogar. O Santos ganhou porque era um time muito fora do comum. O futebol brasileiro sempre foi melhor do que o argentino, mas o jogo sujo desestabiliza o adversário. Toda hora você leva falta, o juiz não marca, leva soco no rosto, no pescoço, o cara provoca. Isso dificulta muito.”
O presidente do PCO citou a semifinal contra a Inglaterra como exemplo. A Argentina venceu por 2 a 1, com dois gols nos minutos finais, em uma partida marcada por agressões e provocações contra os jogadores ingleses.
Segundo Pimenta, não é possível analisar o resultado apenas com base nas decisões do treinador inglês. A situação psicológica dos jogadores também deve ser considerada depois de uma partida inteira de violência argentina e de omissão da arbitragem.
Campanha contra o Brasil
Pimenta também rejeitou a afirmação de que a seleção brasileira eliminada pela Noruega era a pior da história do País. Para ele, o Brasil possuía bons jogadores e poderia ter avançado muito mais na competição.
A seleção criou oportunidades, esteve em melhores condições durante parte importante da partida e acabou derrotada em um jogo que poderia ter vencido, afirmou.
O dirigente criticou ainda a contratação de um treinador estrangeiro pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Para ele, a decisão representa um desmerecimento dos técnicos brasileiros, embora não considere o treinador responsável direto pela eliminação.
“Eu acho que é um erro chamar um técnico estrangeiro porque é um desmerecimento do futebol nacional. O Brasil é o país que mais tem tradição no futebol mundial. Por pior que seja a fase brasileira, o Brasil sempre tem um bom futebol e bons técnicos. Eu não concordo com essa avaliação de que os técnicos brasileiros são todos horríveis.”
Segundo Pimenta, a ideia de que o futebol brasileiro acabou é resultado de uma campanha promovida pela imprensa esportiva. O dirigente afirmou que um país no qual milhões de pessoas vivem e praticam futebol não pode simplesmente perder sua capacidade de produzir grandes jogadores.
Ele também criticou os ataques contra os atletas brasileiros por contratarem fotógrafos ou divulgarem suas carreiras nas redes sociais. Para Pimenta, a promoção profissional não transforma um bom jogador em um atleta ruim.
O 7 a 1 e o golpe
Pimenta relacionou a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, na Copa de 2014, à enorme pressão política criada contra a Seleção Brasileira durante a preparação do golpe contra o governo de Dilma Rousseff.
“Como é que vai acabar o futebol de um país onde todo mundo vive o futebol, onde milhões de pessoas jogam? Isso é uma história inventada pela imprensa. O pessoal não lembra que o 7 a 1 ocorreu em meio a um golpe de Estado, quando a imprensa crucificava a Seleção Brasileira. A pressão dentro do País contra aquela seleção era gigantesca.”
Segundo o dirigente, uma vitória do Brasil naquela Copa fortaleceria o governo do PT nas eleições presidenciais de 2014. Por isso, houve uma campanha contra a realização da competição e contra a própria Seleção.
Pimenta afirmou que os jogadores não viviam separados da situação política do País. Eles acompanhavam a pressão por meio de suas famílias, amigos e do ambiente criado pela imprensa.
Irã, China e eleições
Durante a entrevista, o presidente do PCO também analisou a guerra dos EUA contra o Irã. Pimenta afirmou que o imperialismo não possui condições de derrotar o país persa, assim como não pode derrotar a Rússia na Ucrânia.
“Não há como derrotar o Irã, assim como não há como derrotar a Rússia. Eles podem manter essa pressão militar por um longo período. Eu acho que é o que vão fazer. A vitória nessa guerra é do Irã, assim como a vitória na Ucrânia é da Rússia.”
Segundo ele, a guerra contra o Irã também é uma agressão contra a China, principal aliada do país e uma das maiores compradoras do petróleo iraniano.
Pimenta afirmou que o desenvolvimento chinês decorre do controle estatal da economia. Para ele, o Brasil também só pode se desenvolver por meio da ação do Estado, da reestatização e de um programa de defesa da indústria nacional.





