O prolongamento da guerra contra o Irã não se explica por uma perspectiva de vitória militar do imperialismo. Os Estados Unidos e “Israel” não têm condições de derrotar a República Islâmica, assim como a OTAN não conseguiu derrotar a Rússia na Ucrânia.
A continuidade dos ataques decorre da pressão dos setores mais belicistas do imperialismo norte-americano e do sionismo, que preferem arrastar a guerra a admitir uma derrota.
Trump procura uma saída que preserve a posição dos Estados Unidos, mas não consegue impô-la. O resultado pode ser uma guerra prolongada, destinada a desgastar a economia iraniana e pressionar suas forças militares.
O alvo dessa política não é apenas o Irã. A China é a principal aliada da República Islâmica, com a qual mantém relações comerciais, energéticas e políticas decisivas. Cada ataque ao território iraniano atinge também as posições chinesas no Oriente Próximo.
A agressão procura enfraquecer a principal potência capaz de enfrentar o domínio norte-americano sobre a economia mundial. O mesmo ocorre na Ucrânia, utilizada pelo imperialismo como campo de batalha contra a Rússia. São guerras contra a China e a Rússia travadas por meio de países oprimidos.
Por isso, os apelos ao bom senso, às negociações e ao direito internacional não interrompem a agressão. O imperialismo não enfrenta apenas um problema regional que possa ser resolvido por meio de concessões diplomáticas. Enfrenta o enfraquecimento de sua posição dominante e reage com a força militar.
As derrotas no Iraque, no Afeganistão e na Ucrânia não modificaram essa política. Apenas levaram os Estados Unidos a abrir novas frentes de guerra. Um confronto direto contra a China também não pode ser descartado, embora as condições atuais sejam desfavoráveis ao imperialismo.
A resistência iraniana, portanto, ultrapassa as fronteiras do país. Ao impedir que seu território seja transformado em colônia, o Irã sustenta uma posição que interessa a todos os povos submetidos ao imperialismo, inclusive ao povo brasileiro.
A imprensa burguesa procura esconder esse caráter da guerra, apresentando-a como uma disputa religiosa ou como um problema de segurança de “Israel”. Na realidade, o que está em disputa é a reorganização das relações de força em escala mundial.
A vitória será do Irã, assim como será da Rússia na Ucrânia. Isso não decorre de otimismo, mas da desproporção entre os objetivos dos agressores e os meios de que dispõem para alcançá-los.
Os imperialistas não conseguiram destruir a Rússia e não conseguirão submeter o Irã. A defesa do Irã, da China e da Rússia faz parte da luta contra o imperialismo e, para o povo brasileiro, da luta pela soberania do próprio País.





