A tentativa dos Estados Unidos de cercar o Irã com bases militares voltou-se contra o próprio imperialismo. Em dois dias, as forças iranianas atingiram instalações norte-americanas espalhadas por seis países do Oriente Próximo.
Na segunda semana dos novos confrontos, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) e o Exército do Irã realizaram ataques contra instalações militares norte-americanas no Barém, Síria, Jordânia, Catar, Cuaite e Omã.
As operações atingiram centros de comando, radares, caças, aviões de abastecimento, helicópteros, depósitos de armas, lançadores de mísseis, embarcações não tripuladas e instalações tecnológicas utilizadas pelos Estados Unidos.
Os ataques fizeram parte de diferentes fases das operações Nasr 2 e Saegheh, lançadas em resposta aos bombardeios norte-americanos contra cidades, estradas, ferrovias, aeroportos, instalações elétricas e pontes no sul do Irã.
O CGRI declarou que todos os países que abrigam bases norte-americanas participam dos crimes cometidos pelos Estados Unidos contra o povo iraniano. As instalações militares e os investimentos norte-americanos nesses países, portanto, passaram a ser tratados como alvos.
Depósito naval e centro tecnológico destruídos no Barém
Na 17ª onda da operação Nasr 2, o CGRI destruiu um depósito de embarcações de superfície não tripuladas dos Estados Unidos no Barém. O incêndio consumiu grande quantidade dos aparelhos armazenados no local.
Mísseis balísticos e dezenas de aviões não tripulados também atingiram o principal centro de inteligência artificial do país. A instalação auxiliava as forças norte-americanas na escolha dos alvos atacados dentro do território iraniano e foi completamente destruída.
O Exército iraniano lançou ainda aviões não tripulados Arash contra a base de Al-Sakhir, também no Barém. O ataque alcançou uma área utilizada por helicópteros e aviões de reconhecimento P-8 dos Estados Unidos.
A petrolífera nacional BABCO também foi atingida. Um grande incêndio foi registrado nas instalações da empresa após os ataques iranianos.
O CGRI advertiu que novos ataques contra pontes ou redes de transporte do Irã terão como resposta operações contra instalações industriais, empresas de tecnologia e centros de inteligência artificial ligados ao capital norte-americano nos países que abrigam bases dos Estados Unidos.
Caças e aviões de abastecimento atingidos na Jordânia
Na Jordânia, os ataques alcançaram as bases de Al-Azraq, Muwaffaq Salti e Príncipe Hassan, utilizadas pelas forças norte-americanas em suas operações contra o Irã e outros países da região.
Na 14ª onda da Operação Nasr 2, mísseis balísticos e grande número de aviões não tripulados atingiram caças e aeronaves de abastecimento. Vários aparelhos foram destruídos e outros sofreram danos graves.
A base de Al-Azraq abriga instalações do Comando Central dos Estados Unidos, além de aviões F-35, F-15 e F-16. Depois de um ataque iraniano contra Al-Udeid, no ano anterior, os Estados Unidos transferiram parte de seu centro de comando para a base jordaniana.
A base Príncipe Hassan também foi atacada. As operações alcançaram centros de comando e controle, depósitos de munição e combustível, redes de comunicação, radares e áreas utilizadas por aviões não tripulados.
Autoridades norte-americanas confirmaram à rede CBS que vários militares dos Estados Unidos ficaram feridos nos ataques contra pelo menos duas bases jordanianas. A gravidade dos ferimentos não foi divulgada.
Radar e aviões destruídos no Catar
A base de Al-Udeid, no Catar, foi alvo da 15ª onda da operação Nasr 2. A instalação é um dos principais centros militares norte-americanos no Oriente Próximo.
Um radar de longo alcance e vários aviões estratégicos de abastecimento foram completamente destruídos. Outras aeronaves sofreram danos graves.
O ataque respondeu aos bombardeios norte-americanos contra pontes, bairros residenciais e uma estação de bombeamento de água em Bandar Abbas.
O CGRI advertiu que novos ataques contra civis e instalações não militares serão respondidos com operações ainda mais destrutivas contra as forças dos Estados Unidos.
Lançadores HIMARS e forças especiais destruídos no Cuaite
No Cuaite, o CGRI atacou um radar empregado na defesa contra mísseis, depósitos de armamentos, dois lançadores HIMARS e os projéteis armazenados para esse sistema.
Um grande incêndio tomou conta da base após os ataques. Outra operação atingiu posições utilizadas por forças especiais norte-americanas e por grupos iranianos contrários à República Islâmica.
Grande número de integrantes das forças especiais dos Estados Unidos e dos grupos contrarrevolucionários foi eliminado durante o ataque.
O Exército iraniano também empregou aviões não tripulados Arash contra áreas de concentração de tropas norte-americanas no país.
Uma usina de dessalinização no Cuaite sofreu danos durante os ataques. As instalações militares norte-americanas no país continuaram sob ataque nas ondas seguintes da operação iraniana.
Irã destrói radares norte-americanos em Omã
Em Omã, a Marinha do CGRI atacou dois equipamentos utilizados pelos Estados Unidos para controlar o tráfego aéreo e marítimo nas proximidades do Estreito de Ormuz.
Um radar de vigilância marítima foi destruído no arquipélago de Salamah. Outro radar, destinado ao controle aéreo, foi atingido na região de Qanam.
A destruição desses equipamentos reduziu a capacidade norte-americana de acompanhar os movimentos das forças iranianas e das embarcações que circulam na entrada do Golfo Pérsico.
O Estreito de Ormuz permanece sob o controle das forças iranianas, que mantêm as operações enquanto persistirem os ataques norte-americanos.
Centro de operações destruído na Síria
O CGRI realizou um ataque surpresa contra um centro de comando de operações especiais dos Estados Unidos em Al-Tanf, no sudeste da Síria.
Um radar e vários helicópteros usados pelas forças especiais foram destruídos. Grande número de militares norte-americanos foi morto.
Durante anos, os Estados Unidos ocuparam ilegalmente a área de Al-Tanf e utilizaram a base para treinar grupos armados que atuavam contra o governo sírio.
Essa foi a primeira operação iraniana contra uma instalação norte-americana na Síria desde o início da nova guerra.
Estados Unidos atacam pontes, aeroportos e ferrovias
As operações iranianas responderam a seis noites consecutivas de ataques norte-americanos contra o território do Irã.
Os bombardeios atingiram pelo menos seis pontes na província de Hormozgan, além do túnel Shahid Mirzaei e de estradas que ligam Bandar Abbas, Bandar Khamir, Lar, Minab e Rudan.
Também foram atacados o entroncamento ferroviário de Bandar Abbas, o aeroporto de Iranshahr, instalações elétricas, depósitos de combustível, uma torre marítima em Chabahar e áreas residenciais.
Cinco projéteis atingiram uma área nos arredores da cidade de Yazd antes do amanhecer. Equipes de emergência foram enviadas ao local para atender os atingidos e verificar os danos.
Os Estados Unidos também atacaram a cidade de Veysian, na província de Lorestan, o porto de Bandar Lengeh, em Hormozgan, e diferentes pontos da província de Bushehr.
Um ataque contra pontes em Bandar Khamir assassinou sete pessoas e feriu nove. Outro bombardeio contra um bairro de Bandar Abbas assassinou uma mulher e deixou seu bebê de um ano gravemente ferido, com uma das mãos amputada e estilhaços no peito.
O Ministério da Saúde iraniano informou que os ataques norte-americanos realizados em julho deixaram 38 mortos e mais de 400 feridos, incluindo mulheres e crianças.
Dois mísseis norte-americanos também atingiram o petroleiro Belma, que estava vazio e ancorado nas proximidades da ilha de Kharg, um dos principais centros da infraestrutura petrolífera iraniana.
O comandante da Força Aeroespacial do CGRI, general de brigada Majid Mousavi, declarou que os ataques contra as forças inimigas continuarão em toda a região até que cesse a agressão contra o litoral sul do Irã e o Estreito de Ormuz.
“Em nossos cálculos, é terra por terra, e todo o Irã, de Teerã ao sul, é uma só mão”, afirmou Mousavi.
Dois petroleiros atingem minas no Estreito de Ormuz
Dois petroleiros explodiram e pegaram fogo depois de entrar em uma rota minada ao sul do Estreito de Ormuz.
As embarcações seguiram indicações dos serviços de inteligência dos Estados Unidos e ingressaram em uma passagem que havia sido fechada pelas forças iranianas.
O CGRI declarou o estreito completamente fechado e informou que nenhuma carga de petróleo, gás ou fertilizantes químicos deixará a região enquanto os ataques norte-americanos continuarem.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas mundiais de exportação de petróleo e gás. Seu fechamento atinge diretamente os interesses econômicos dos Estados Unidos e das monarquias do Golfo.
Navio atacado no Oceano Índico
A Marinha iraniana lançou um míssil de cruzeiro terra-mar contra uma embarcação inimiga no norte do Oceano Índico.
O ataque provocou pânico entre os tripulantes e obrigou o navio a abandonar a área. A operação fez parte da 13ª fase da Operação Saegheh.
A Marinha do CGRI também publicou uma fotografia de um porta-aviões norte-americano recebendo combustível no Mar Arábico. O comunicado informou que os movimentos das unidades navais dos Estados Unidos estão sob vigilância iraniana e advertiu que se aproxima a “hora zero” para os ataques contra navios do Comando Central norte-americano.
Alertas na Arábia Saudita
A Arábia Saudita acionou sirenes e sistemas de alerta em Al-Kharj e Yanbu depois de detectar lançamentos de mísseis iranianos.
Al-Kharj abriga a base Príncipe Sultan, utilizada pelos Estados Unidos e equipada com sistemas de defesa Patriot e THAAD. A instalação não foi incluída entre os alvos atingidos. Por esse motivo, a Arábia Saudita não entra na contagem dos seis países atacados.
Os Estados Unidos distribuíram tropas, aviões, radares, depósitos e centros de comando por todo o Oriente Próximo. Ao alcançar essa rede em seis países, o Irã retirou das forças norte-americanas a retaguarda que sustentava os ataques contra seu território.




