A convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo sempre provoca debate. É inevitável. Alguns nomes ficam pelo caminho, outros poderiam ser lembrados, e o torcedor tem todo o direito de discutir. Na minha opinião, Igor Jesus poderia estar na lista. Alex Telles, lateral do Botafogo, também tinha condições de ser convocado. Vitinho é outro caso que poderia entrar na conversa, ainda que com menos certeza.
Mas esse debate precisa terminar no momento em que a lista está fechada. A partir daí, Copa do Mundo deixa de ser discussão de preferência pessoal. Copa do Mundo é disputa dura, é confronto entre países, é o momento em que o Brasil precisa estar inteiro em torno da sua seleção. Os 26 jogadores escolhidos devem ser tratados, daqui para frente, como os melhores 26 do mundo.
A decisão foi tomada. Agora, o caminho é apoiar a seleção brasileira sem ficar remexendo a convocação a cada minuto, sem transformar cada ausência em crise e sem enfraquecer o grupo antes mesmo de a bola rolar. A seleção chega com seus jogadores definidos, e cabe ao torcedor brasileiro empurrar esse time para frente.
Há também um dado importante para o futebol nacional: com a convocação de Danilo, o Botafogo se isola, por pelo menos mais quatro anos, como o clube que mais cedeu jogadores para a seleção brasileira em Copas do Mundo. É uma marca histórica, que mostra o peso do clube na formação da história da seleção.
Mas o ponto central da convocação é outro: Neymar está na Copa.
E isso incomoda muita gente. Choraram, reclamaram, fizeram campanha, disseram que ele não tinha condição mental, física ou técnica. Tentaram criar um ambiente contra o principal jogador brasileiro de sua geração. Agora, terão de assistir Neymar conduzindo mais uma vez a seleção brasileira em uma Copa do Mundo.
É isso que importa. O Brasil vai para a Copa com Neymar, com seus 26 convocados e com a obrigação de entrar forte na disputa. Agora não é hora de dividir a torcida. É hora de apoiar.
E desta vez, tudo vai dar certo.





