Na última rodada de negociação entre os representantes dos trabalhadores do Comando Nacional e os representantes dos banqueiros da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), os banqueiros, logo de cara, ameaçaram os trabalhadores em romper a mesa única de negociação e, consequentemente, passassem a realizar as negociações em mesas separadas de bancos públicos e de bancos privados.
Para a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, “hoje tivemos uma negociação muito ruim, que não andou, porque a Fenaban não quis negociar. Iniciou o encontro ameaçando a manutenção da mesa única, com a tentativa de separar os bancos públicos dos privados. (Site bancariosdf 22.07.2026) J
Juvandia Moreira, ressaltou que esse tipo de ameaça aos trabalhadores não será aceita em hipótese alguma e que “a mesa única protege tanto os trabalhadores de bancos públicos quanto os dos bancos privados, e é por isso que eles querem promover a divisão da categoria”. (Idem)
A tentativa de quebrar a unidade da categoria bancária pelos banqueiros é uma estratégia de diminuir o poder de barganha de uma categoria fundamental em um regime dominado pelos parasitas do sistema financeiro. Os bancários é sem dúvida nenhuma, umas das categorias de trabalhadores de fundamental importância no cenário nacional devido, inclusive, à sua unidade. É uma das poucas categorias de trabalhadores que, através de muitas lutas ao longo de décadas, conquistou um Contrato Coletivo de Trabalho (CCT), cuja as cláusulas desse mesmo contrato valem para todos os trabalhadores bancários nacionalmente. Aquele bancário que exerce as suas funções em uma grande capital, como por exemplo, São Paulo, Rio de Janeiro, tem os mesmos direitos de um trabalhador de uma cidadezinha no mais remoto recanto do País.
Uma das questões mais importante para qualquer categoria de trabalhadores possa obter vitórias nas suas campanhas de lutas é justamente a sua unidade. A tentativa dos banqueiros de quebrar essa unidade é tentar impor uma política de intensificar os ataques aos trabalhadores bancários, que já vêm comendo o pão que o diabo amassou, e avançar com medidas que aumentem ainda mais o arrocho salarial, demissão em massa, terceirização, privatização, destruição dos bancos públicos etc.
As várias negociações que já se realizaram entre os trabalhadores e patrões não deixam dúvidas que os banqueiros não têm nada a oferecer aos bancários que não seja mais ataques reacionários contra os direitos e conquistas da categoria.
Nesse sentido é fundamental a unidade na luta de todos os bancários, seja de bancos privados ou públicos. É preciso mobilizar a base de todos os sindicatos e todas as organizações para uma ação conjunta, coesa e combativa capaz de derrotar os banqueiros e sua política de terra arrasada para os trabalhadores cujo objetivo é beneficiar meia dúzia de parasitas de banqueiros e capitalistas.




