Venezuela

Mais de 90% apoia Delcy Rodríguez e quer liberdade de Maduro

Pesquisas desmentem toda a propaganda de guerra mentirosa realizada pelo imperialismo desde o sequestro criminoso do presidente do país caribenho

O instituto de pesquisas venezuelano Hinterlaces divulgou nesta terça-feira (13) os resultados de seu mais recente estudo “Monitor País”, no qual apresenta dados sobre a opinião da população sobre a situação política no país caribenho. De acordo com o novo levantamento, 91% da população venezuelana considera necessário unir-se em apoio à presidente interina, Delcy Rodríguez.

Ao mesmo tempo, o estudo revelou que 95% se opõem à agressão militar norte-americana e 94% rejeitam o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da sua esposa, Cilia Flores. Por sua vez, 79% dos entrevistados indicaram já ter “uma opinião favorável” sobre a atuação de Delcy Rodríguez.

As pesquisas desmentem toda a propaganda de guerra mentirosa realizada pelo imperialismo desde o sequestro criminoso do presidente Nicolás Maduro. Momentos depois da agressão norte-americana, que causou a morte de mais de cem pessoas, incluindo 32 abnegados combatentes cubanos, a imprensa imperialista passou a difundir uma série de intrigas e boatos visando desqualificar o chavismo e a condução de Delcy Rodríguez.

A principal intriga era de que a presidente interina teria traído Maduro — e possivelmente teria até participado da operação que levou a seu sequestro. Segundo essa calúnia, Rodríguez teria sido corrompida por Donald Trump e teria participado de um golpe de Estado para que pudesse assinar um acordo vexatório de entrega das riquezas naturais venezuelanas.

A realidade, no entanto, mostrou a falsidade desta calúnia. O acordo firmado entre o governo venezuelano e o governo norte-americano não é um tratado de pilhagem — é, na verdade, um progresso em relação à situação econômica anterior da Venezuela. Com o acordo, foram suspendidas parcialmente as sanções para que o país caribenho venda o seu petróleo, o que fará com que a nação venezuelana saia do sufoco econômico e com que o chavismo, naturalmente, se fortaleça.

O sequestro de Maduro, longe de indicar força, é uma demonstração de fraqueza do imperialismo, que precisou realizar tal operação para justificar um acordo com um país cujo exército é dezenas de vezes inferior ao seu.

O apoio ao presidente sequestrado é também uma demonstração de fraqueza do imperialismo. Ele mostra que o grande capital praticamente não tem apoio no interior da sociedade venezuelana, o que torna uma eventual invasão militar um grande pesadelo para os norte-americanos.

Nesta quarta-feira (14), Delcy Rodríguez anunciou que o processo de libertações promovido pelo Estado venezuelano continua em andamento e que 406 solturas já foram concluídas. As declarações foram feitas durante uma coletiva de imprensa, na qual ela estava acompanhada pelo Ministro do Interior, Justiça e Paz, Diosdado Cabello, e pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

Ela explicou que essas ações fazem parte de uma política voltada para abrir uma nova etapa na vida política do país e que o plano de libertações começou em dezembro passado, como resultado da coordenação direta entre o Poder Executivo e o sistema de justiça. “Esse processo foi construído pelo presidente Nicolás Maduro, pensando precisamente em abrir espaços para o entendimento, para a convivência, para a tolerância”, declarou.

Ela também destacou o papel do vice-presidente setorial de Segurança Cidadã, Diosdado Cabello, que lidera a execução do processo em coordenação permanente com os órgãos do Judiciário, descrevendo o trabalho como complexo e rigoroso, necessário para garantir que cada decisão esteja estritamente de acordo com o ordenamento jurídico.

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