No último dia 16, a organização Juntos por el Perú, partido do candidato presidencial Roberto Sánchez, declarou que não irá aceitar “que seja imposto um resultado que não reflita a vontade popular com absoluta transparência e sem nenhuma dúvida nem controvérsias”.
As eleições presidenciais no país andino foram realizadas no dia 7 e mesmo já tendo transcorrido mais de dez dias da votação, o eleitorado peruano não sabe quem irá governar a nação.
Até o fechamento desta edição, os votos contabilizados já ultrapassavam o percentual de 99%, com a candidata de Fuerza Popular, a direitista Keiko Fujimori, tinha 50,09% dos votos e o candidato da coligação de esquerda, Roberto Sánchez, aparecia com 49,9%, com uma diferença de pouco mais de 35 mil votos.
Os percalços que marcaram as eleições peruanas (atraso na contagem, votos do exterior em sua maioria para a direita, etc) não são casuais, mas uma manipulação e manobra para dar a vitória à direita, representada por Keiko Fujimori. Não é fortuito que o imperialismo e todos os regimes pró-imperialistas e antipopulares do continente apoiam a candidata fujimorista.
Reagindo a esse cenário, ainda que de forma muito limitada e tardia, a coligação de esquerda liderada por Sánchez, quando do fechamento desta edição, marcou uma manifestação para o dia 19, em Lima, contra a “violação da vontade popular”, nas palavras do próprio candidato esquerdista.
No Peru, o expressivo voto na esquerda representa uma repulsa à política do imperialismo e da direita.
O exemplo a ser seguido pela esquerda peruana vem da enorme mobilização das massas bolivianas, que ocuparam as ruas do país contra a política de entrega, fome e miséria da direita pró-imperialista.
A esquerda peruana não deve reconhecer o resultado manipulado e fraudulento das eleições e impulsionar uma ampla mobilização popular contra o golpe eleitoral e a política do imperialismo.





