O parlamento italiano aprovou uma moção para reconhecer condicionalmente o Estado da Palestina, uma decisão que ocorreu em meio a protestos generalizados em todo o país em apoio à Flotilha Global Sumud, que havia sido sequestrada por “Israel”.
A nova moção condiciona o reconhecimento da Palestina a duas condições principais: a libertação de todos os cativos ainda mantidos pelo Hamas e o acordo do grupo em não participar de qualquer futuro governo palestino.
A Primeira-Ministra Giorgia Meloni está tentando fazer um gesto conciliatório em relação ao crescente sentimento pró-Palestina na Itália, ao mesmo tempo que garante que o apoio de seu governo a “Israel” permaneça inabalável.
Meloni, que há muito se apresenta como uma aliada fiel de “Israel”, agora enfrenta uma crescente dissidência interna após uma série de greves em nível nacional que foram desencadeadas pela incursão de “Israel” na flotilha de ajuda humanitária com destino a Gaza, conhecida como Sumud.
Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas esta semana em Roma, Milão e outras cidades para protestar contra o sequestro da frota com destino a Gaza por “Israel” e a detenção de dezenas de italianos e outros cidadãos. Em Roma, cerca de 20.000 manifestantes, muitos deles estudantes, se reuniram em frente à estação de trem Termini, agitando bandeiras palestinas, gritando “Palestina Livre!” e marchando do Coliseu com uma faixa que dizia: “Contra o Genocídio. Vamos bloquear tudo”.
Organizadores estimaram que 50.000 pessoas compareceram em Milão, onde uma bandeira dos EUA teria sido incendiada, enquanto manifestações também eclodiram em Bolonha com mais de 10.000 pessoas indo para as ruas. Florença, Nápoles, Turim e Sicília também foram palcos de protestos semelhantes.





