Neste domingo (30), milhares de pessoas compareceram ao funeral do primeiro-ministro iemenita Ahmad Ghalib al-Rahawi e de vários ministros mortos no ataque israelense da última quinta-feira contra Saná, capital do Iêmen. Segundo o correspondente da emissora libanesa Al Mayadeen, uma grande multidão se reuniu na Praça al-Sabeen, onde os caixões das autoridades iemenitas foram levados em uma procissão solene. Os corpos foram posteriormente transferidos para a Mesquita al-Shaab, antes do sepultamento.
Entre os mártires estavam o ministro da Informação, Hashim Sharaf al-Din; o ministro da Justiça e Direitos Humanos, juiz Mujahid Ahmad Abdullah; o ministro da Economia e Indústria, Moeen al-Mahaqri; o ministro da Eletricidade e Energia, Ali Saif Hassan al-Samie; o ministro da Agricultura e Pesca, Radwan al-Rubaie; o ministro dos Assuntos Sociais e Trabalho, Samir Ba Jalala; o ministro da Juventude e Esportes, Mohammad al-Muwallad; o ministro das Relações Exteriores, Jamal Amer; o ministro da Cultura e Turismo, Ali al-Yafei; além do diretor-geral do Gabinete do Primeiro-Ministro, Mohammad Qasim al-Kubsi.
Durante a cerimônia, o primeiro-ministro interino Mohammad Muftah reafirmou o compromisso do Iêmen com a causa palestina.
“Estamos em uma posição honrosa e nunca iremos nos arrepender de apoiar Gaza”, declarou, destacando que os oficiais mortos estavam plenamente convictos de seus sacrifícios.
Ele assegurou que as instituições do Estado permanecem de pé:
“O sangue dos mártires nos dá motivação e determinação. As instituições estão funcionando e o governo continua estável, apesar da agressão.”
Muftah lembrou ainda as reformas realizadas no último ano, incluindo a reestruturação institucional, e afirmou que o país resistiu às tentativas de sufocar sua economia:
“O inimigo tentou estrangular o Iêmen ao atacar os portos, mas falhou. Os portos seguem operando e nenhuma crise ocorreu.”
O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iemenitas, general Mohammed al-Ghamari, condenou o assassinato do primeiro-ministro Ahmad al-Rahawi e de diversos ministros nos recentes bombardeios a Saná, afirmando que tais crimes não abalarão a posição firme do Iêmen em apoio à Palestina.
“Saibam muito bem que, ao cometer esse crime hediondo, vocês abriram os portões do inferno contra si mesmos.”
O general al-Ghamari enfatizou que a reação do Iêmen será “dura e dolorosa”, apontando para opções militares estratégicas em estudo.
Ele assegurou à liderança e ao povo:
“Em breve vocês ouvirão e verão com seus próprios olhos aquilo que curará seus corações.”





