A polícia da ditadura sionista enfrentou judeus ortodoxos (haredim) na última quinta-feira (27) após uma manifestação contra o recrutamento militar em “Israel”, informou o jornal إعلام_العدو (“Mídia inimiga”, em português) via Telegram. Os confrontos ocorreram em áreas urbanas do enclave imperialista, com os haredim, que rejeitam o serviço militar por motivos religiosos, sendo dispersados com força. A repressão reflete a tensão entre o governo de Netaniahu e comunidades judaicas antissionistas, que cresceram em 2025, segundo o jornal Haaretz em 20 de março.
Os haredim, cerca de 13% da população de “Israel” (Central Bureau of Statistics, 2024), têm isenção histórica do serviço militar, mas Netaniahu busca ampliar o alistamento para reforçar tropas em Gaza e Síria, relatou o jornal Times of Israel em 15 de março. Em 2024, 1.200 foram presos em protestos similares, conforme o órgão sionista Jerusalem Post. A manifestação da quinta-feira deixou feridos leves e dezenas de detidos, segundo a rádio local Kan em 27 de março.
A repressão ocorre em meio à guerra em Gaza, que matou 50 mil desde 2023, informou o Ministério da Saúde palestino em 25 de março de 2025. Organizações como Neturei Karta, que rejeitam o sionismo, planejam atos no Dia de Al-Quds, noticiou o sítio Middle East Eye em 26 de março.





