Na manhã dessa sexta-feira, 13 de agosto, Rui Costa Pimenta participou de mais um “Café da Manhã” na DCM TV, entrevistado por Leandro Fortes. O principal assunto abordado foram as próximas manifestações já marcadas. Além disso, dentre os assuntos abordados pelo presidente do PCO, apareceram a prisão de Roberto Jeferson pela Polícia Federal e o caso do Identitarismo tão defendido pelo imperialismo.
A discussão começou pelas manifestações que irão ocorrer na quarta-feira, dia 18 de agosto, manifestação esta que acontecerá em comunhão com a greve geral dos servidores públicos organizada pela CUT. Para Rui, a entrada dos servidores para o ato representa um enorme avanço da mobilização popular, “o movimento para ser ampliado precisa ter uma pauta social, o País está literalmente caindo aos pedaços”. Entretanto, mesmo com a enorme importância da mobilização social principalmente dos servidores públicos, parte da esquerda não está contribuindo com o ato, e a convocação ficou apenas para o PCO e para a CUT. A organização dos atos também não foi muito clara, em algumas cidades o local do ato foi alterado e as decisões foram pouco divulgadas pelos organizadores. “Acho que tem um pouco de má vontade, por motivos políticos, e parte do movimento quer vinculá-lo à CPI, que é um erro crasso. Nós mesmos fomos surpreendidos esta semana ao saber que marcaram o ato para a praça da república, estamos convocando o ato para a Av. Paulista, está muito desencontrado”.
Outro dia já foi marcado para uma futura manifestação, na terça-feira 7 de setembro. Diante disso, Leandro Fortes ressaltou a possibilidade de um confronto entre o ato é uma manifestação de apoio a Bolsonaro, visto que parte da direita também está convocando encontros para o mesmo dia. Para Rui a chance de confronto entre elas é possível, segundo ele a ideia de uma manifestação pacífica ficou para trás a partir do momento em que a esquerda apoiou a queima da estátua de Borba Gato, essa manobra enterrou a paz dos atos. Os partidos não vão poder falar que os cidadãos não podem quebrar um ponto de ônibus, já eles apoiam queimar uma estátua, que é um patrimônio cultural. Dentro do movimento ninguém mais tem autoridade para se posicionar contra”.
Leandro Fortes questionou também a falta de efetividade das manifestações, isso porque mesmo após quatro atos as pautas neoliberais continuam sendo aprovadas no Congresso de uma maneira até mais voraz do que antes. Entretanto se colocarmos na balança o fato de que alguns meses atrás todo mundo estava em casa, já estamos diante de um grande avanço. O fato dos servidores públicos terem se integrado ao movimento também representa uma evolução para o setor combativo. “Os servidores chamaram uma greve para o dia 18, mas tudo indica que ela não será muito grande. Mas eu acredito que a partir de agora irá abrir o espaço para a discussão de uma greve geral.
Outro assunto abordado na conversa foi o grande movimento da direita para tentar engordar a eleição da terceira via. “Tem muita gente que acha que o Lula será o candidato da burguesia contra o Bolsonaro. O Lula não vai conseguir ser presidente, a não ser que ele consiga atravessar uma grande quantidade de obstáculos”. A campanha em defesa da terceira via fica clara quando levamos em conta a nota do Santander defendendo abertamente um golpe contra Lula. Além disso, a movimentação da parte da esquerda, que provavelmente não apoiará a candidatura do ex presidente, e da mídia, que continua batendo na tecla do “nem Lula, nem Bolsonaro”, mostram o esforço que a burguesia está fazendo para viabilizar um novo candidato, que ao que tudo indica será representado por João Doria.
Outro dificultador da campanha de Lula será Ciro Gomes, com o mesmo objetivo de diminuir os votos para o PT o candidato do PDT vem formando alianças com parte da esquerda, que pelo visto não irão apoiar o ex-presidente. “Em vários lugares onde a candidatura seria, ou de esquerda, ou vagamente de esquerda, o Ciro está fazendo aliança, e com isso eles vão atrapalhar a candidatura do Lula. Vão estar nesse bloco o PSB, PSOL e o PDT, ou seja, serão muito mais fortes do que foram na eleição passada.
Sobre a prisão de Roberto Jefferson, Rui se mostrou contra a atitude do STF, segundo ele tudo o que aconteceu foi apenas uma cena para tentar mostrar força contra o autoritarismo, no entanto ‘quando o bolsonaro se mostra a favor do golpe militar o STF não faz nada, é não tem algo mais antidemocrático do que comemorar um golpe de estado,. Quando Bolsonaro desfila com tanques em frente ao senado, o STF não faz nada. Quando os generais fazem declarações abertamente golpistas ele não age. Quer dizer, quando os peixes grandes atuam de maneira ilegal e grave ele não faz nada. Isso não é uma luta contra Bolsonaro, é um jogo de cena para o povo apoiar as arbitrariedades do STF”.
Por fim, o assunto foi o problema do identitarismo, que será o abordado em um webinário, que acontecera no dia 21 de agosto, organizado pelo DCM. Sobre isso, Rui citou um vídeo produzido pela CIA, no qual é feita uma defesa absoluta do identitarismo. No vídeo mostra a história de uma mulher latina que devido aos seus méritos conseguiu subir na vida e vencer o preconceito, tudo isso defendido pela maior organização contrarrevolucionária do mundo. “Isso é pro pessoal ver, que no âmbito do identitarismo não tem revolução alguma. Se a CIA defende, não tem revolução. Como é possível que pessoas que se consideram de extrema-esquerda estarem com a mesma posição da CIA”, concluiu Rui.
Para assistir na íntegra acesse: STF, finalmente, mandar prender o marginal Roberto Jefferson




