Em 6 de abril de 1941, há 80 anos, as forças do Eixo, oriundas da Alemanha e da Itália, invadiram a Iugoslávia e a Grécia. As duas ações fizeram parte da Campanha dos Balcãs da Segunda Guerra Mundial e aprofundaram um processo de modificação geopolítica na região que foi iniciado com o colapso do Império Otomano e do Império Austro-Húngaro.
Invasão da Iugoslávia
A invasão da Iugoslávia tinha o codinome de Diretiva 25 ou Operação 25 e ficou conhecida como a Guerra de Abril. A investida obteve êxito total em 11 dias, tendo iniciado a ofensiva em 6 de Abril, chegou ao seu fim em 17 de abril 1941, com a rendição do Exército Real Iugoslavo.
Todo o território iugoslavo foi ocupado pelas forças do Eixo e desmembrado. Na sua fração principal a Itália e Alemanha criaram o “Estado Independente da Croácia”. A prática de impor governos fantoches foi levada a outros territórios iugoslavos, no antigo Reino da Sérvia e de Banat, foi criado o Governo da Salvação Nacional, na região de Montenegro foi criado o “Estado Independente de Montenegro” como um protetorado italiano.
Batalha da Grécia
A primeira invasão italiana à Grécia, iniciando a Guerra Greco-Italiana aconteceu em outubro de 1940. Ela resultou nos gregos repelindo o ataque italiano e partindo para o contra ataque em março de 1941. Neste momento, Hitler é obrigado a intervir em socorro de Mussolini, iniciando em 6 de abril de 1941 a Operação Marita, que abriria um segundo fronte contra a Grécia.
O reforço limitado de tropas do Reino Unido, da Austrália e da Nova Zelândia, somado ao rápido rompimento das linhas na Iugoslávia, permitiu à Alemanha reforçar as forças do Eixo no norte da Grécia. Com os reforços, apesar da resistência grega, as Linhas Metaxas foram franqueadas e superadas, resultando na captura de Atenas pelas forças alemãs.
Aproximadamente 40 mil soldados aliados foram evacuados do continente para a ilha de Creta, que resultou na Operação Merkur ou a Batalha de Creta, iniciada em 20 de maio de 1941. Os paraquedistas alemães atacaram o norte da ilha de Creta, encontrando grande resistência das forças aliadas e da população local, tiveram êxito em dominar a ilha no dia 1 de junho de 1941. Entretanto, as forças alemãs ficaram incapacitadas de operações aéreas pelo resto da guerra.
As consequências
A passagem das forças do Eixo pela Iugoslávia e Grécia foram extremamente destrutivas, havendo um embate direto dos populares com as forças nazistas. Esse confronto foi extremamente desgastante e acabou levando a um levante revolucionário dos trabalhadores em toda a região.
Igualmente ao levante revolucionário foi a iniciativa contrarrevolucionária. Na Grécia a revolução foi esmagada através de acordos entre Stálin e o imperialismo “democrático”. A revolução grega, como milhares de outras revoluções pelo mundo, foi sufocada pela ação criminosa da burocracia stalinista.
Na Iugoslávia, apesar da monstruosa ação stalinista que dizimou todo o quadro dirigente iugoslavo, com exceção de Josip Broz Tito, a revolução prevaleceu. Tito, ao romper com Stalin, tendo entre outros motivos o assassinato de seus companheiros, conseguiu liderar a revolução, o mesmo já tinha resistido ao Eixo mesmo sem apoio político e material dos Aliados.




