A recente Revolta dos presos no Pará colocou em debate a questão do Estado policial brasileiro. O Brasil, atualmente, tem mais de 810 mil presos em seus cárceres que são verdadeiras sucursais do inferno na terra. Os presídios estão superlotados e não têm condições mínimas para sustentar a vida humana. Por isso, revoltas como essas do Pará ocorrem todos os anos; os presos precisam lutar entre si pela sobrevivência, aliando-se a facções e grupos. Uma verdadeira selva.
O Brasil é a 3ª maior população carcerária do mundo, atrás apenas dos EUA e da China, que são países com mais habitantes que ele. Esta situação, para um país pobre como o Brasil, é totalmente insustentável, tanto do ponto de vista social quanto do ponto de vista financeiro. A situação já está fora do controle, e é isso que explica estas inúmeras revoltas dos presidiários.
Isso revela um fracasso da política da direita, que de forma demagógica propõe mais repressão e mais violência contra o povo, sendo que o problema da criminalidade é social – está baseado na miséria, no aumento do desemprego, na falta de perspectiva e no esmagamento do povo brasileiro. Problema esse que é causado pela própria direita.
A proposta da direita não tem viabilidade prática nenhuma, simplesmente estão transformando a situação em um caos absoluto. É uma política para fomentar o caos completo no país. Uma política policialesca de total esmagamento do povo pobre, revelada pelo fato de que mais de 80% dos presos não têm documentos, são miseráveis que foram destruídos pelo sistema capitalista.
A esquerda pequeno-burguesa, entretanto, tem uma política de adaptação à política da direita. Ao invés de denunciar a tentativa de aumentar a repressão e a quantidade de presos, a esquerda entra em coro para defender mais leis repressivas: principalmente quando supostamente são feitas para defender o “bem estar” ou a moralidade. Marcelo Freixo, por exemplo, disse concordar com a maioria das leis do pacote anti crime de Sérgio Moro, que legaliza um verdadeiro terrorismo de Estado contra a população. Não é atoa que o deputado do Psol defendeu o controle das favelas cariocas pela polícia através da Unidades de Polícia Pacificadora (UPP).
Porém, outros setores da esquerda vão no mesmo caminho quando defendem e aprovam leis para supostamente defender o povo negro, a mulher e o LGBT, através da criminalização da opinião de alguns ou coisas do tipo. Leis que finalmente apenas irão atingir os inimigos da direita, uma vez que os fascistas têm aval do Estado para fazer o que quiserem.
Por isso, é preciso denunciar que qualquer tipo de repressão apenas serve para aumentar a selvageria que existe no país, com guerras nos presídios e o esmagamento da população.





