Parece que política de fracasso da esquerda pequeno-burguesa não gera nenhum aprendizado para estes setores. Porém, não se trata disso. A esquerda insiste em manter uma política de arrego por conta de interesses pessoais, puramente oportunistas.
É o caso dos partidários da “Frente Ampla”, uma tentativa de unir a esquerda com setores abertamente golpistas, como o PDT, o PSB e até o PSDB. Esta Frente Ampla foi que apoiou, junto com o “centrão” reacionário, a ascensão de Rodrigo Maia (DEM) à presidência da Câmara de Deputados.
Maia agora aprovou a Reforma da Previdência, o PDT votou a favor e o PSB defendeu abertamente a realização de uma outra reforma. E os partidários desta Frente continuam procurando se adaptar às condições impostas pela direita, por setores golpistas de uma suposta “esquerda” da burguesia.
O PCdoB é o maior exemplo disso. Mesmo com tudo isso, o partido continua apontando que o problema foi que não houve diálogo suficiente com os deputados golpistas. Dizendo que agora é hora de capitular ainda mais no Senado, com a justificativa mentirosa de que não haverá mobilização popular contra a Reforma.
Porém, como já se viu, trata-se de um argumento fajuto, desconexo da realidade, que só serve para justificar os acordos grotescos do partido com a direita. Os grandes atos de maio e de greve geral (14 de junho) mostraram que a população está disposta a se mobilizar.
Portanto, é preciso estimular essa tendência. Sem capitular ainda mais. Sem ir ainda mais à direita, como propõem os teóricos da Frente Ampla. A única saída é o povo nas ruas contra os golpistas.




