Foi anunciado na última segunda-feira (1/7/2019) um aumento abusivo de 5,31% na tarifa de ônibus da cidade de Campinas, interior de SP. A passagem, que antes custava o valor já bastante alto de R$4,70, passará a custar R$4,95 a partir do domingo (7).
Considerando que o valor do salário mínimo aumentou apenas 4,61% no ano de 2019, fica evidente que o custo de vida no Brasil pós-golpe está ficando insustentável, ainda mais se levarmos em conta os cortes nos programas de assistência à população.
O aumento se mostra ainda mais absurdo se observarmos que a inflação foi de 3,75% no ano passado, 1,56% abaixo do valor do reajuste da passagem. Ou seja, é um ataque direto à classe trabalhadora, que custa a sobreviver nesse Estado golpista.
A prefeitura justificou este aumento acima da inflação com o argumento de que não havia feito nenhum reajuste no primeiro semestre desse ano. Porém, se observarmos o histórico de aumentos feitos pela gestão do atual prefeito João Donizette (PSB), que está em seu 2º mandato, veremos que estes são todos abusivos e também incompatíveis com a inflação de seus respectivos anos. Em 2015, a tarifa subiu de R$3,30 para R$3,50 (6,06%); em 2016, de R$3,50 para R$3,80 (8,57%); em 2017, de R$3,80 para R$4,50 (18,42%); e em 2018, de R$4,50 para R$4,70 (4,44%).
Essa situação mostra que o golpe de Estado deixou ainda mais fácil para que a burguesia pressionasse a classe política a favorecer sempre os seus interesses econômicos em detrimento às necessidades e à sobrevivência da classe trabalhadora do país. É preciso mobilizar todos para a luta contra o golpe, que hoje se manifesta na luta pelo fora Bolsonaro e pela liberdade para Lula e eleições gerais com a participação do ex-presidente, preso político.




