As associações de servidores do Ibama de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Pará, Mato Grosso, Distrito Federal e Tocantins enviaram ao Ministério Público pedido de apuração da conduta do ministro do Meio Ambiente – Ricardo Salles.
Os servidores acusam o ministro de adotar práticas de assédio moral coletivo, além de adotar políticas de retrocesso ambiental e criar entrave ao bom funcionamento dos orgãos. Dentre práticas, estão a de abrir processos administrativos ou até exonerar funcionários a partir de justificativas descabidas. Os funcionários do Ibama e outros institutos acusam a centralização do Ministério, que os impede de comunicações sem se submeterem ao ministro. Só neste ano, três diretores do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade pediram exoneração.
O Ministério Público mencionou “preocupação” com a queda na atividade fiscalizatória do Ibama, e a omissão do Ministério quanto à falta de pessoal e à baixa qualificação dos novos diretores. Infelizmente, sabemos que se trata de uma instituição aparelhada pelo Estado e que não colocará barreiras nos planos de devastação completa dos nossos recursos naturais. O caso foi enviado, naturalmente, à procuradora-geral, Raquel Dodge, que é um mero fantoche do golpe.
As populações rurais, camponeses, indígenas, quilombolas, sem-terra e os funcionários não devem aguardar passivamente às pseudo-investigações da Justiça golpista. É preciso mobilizar-se para fazer frente ao ataque golpista às nossas florestas.





