O deputado estadual Cabo Bebeto oficializou na terça-feira (4) sua candidatura a um terceiro mandato na Assembleia Legislativa de Alagoas. O parlamentar do PL apresentou-se como representante da direita, da propriedade privada e da chamada segurança pública.
Dias antes, durante o chamado Dia do Agricultor, Bebeto voltou a divulgar uma lei de sua autoria contra ocupações de terras. O deputado procura apresentar os grandes proprietários como trabalhadores ameaçados por famílias que supostamente desejariam viver sem trabalhar.
A realidade do campo é o oposto. Quem planta, colhe, cuida dos animais e produz os alimentos é o trabalhador rural. O grande proprietário pode passar a vida recebendo renda da terra, créditos públicos subsidiados e isenções fiscais sem participar da produção.
Ao defender o latifúndio, Cabo Bebeto protege uma das formas mais antigas de parasitismo existentes no País. Milhões de hectares permanecem concentrados nas mãos de uma pequena quantidade de proprietários, enquanto trabalhadores vivem sem terra, sem emprego estável e sem condições de produzir.
O deputado também atacou famílias que ocuparam uma área em Arapiraca e reclamou dos gastos públicos utilizados durante a desocupação. Sua preocupação não era oferecer terra, moradia ou trabalho, mas devolver rapidamente a propriedade ao suposto dono.
A campanha contra as ocupações procura transformar a luta pela terra em caso de polícia. O latifundiário, que vive da propriedade e do trabalho dos outros, aparece como produtor. O trabalhador disposto a cultivar a terra é apresentado como invasor e vagabundo.





