Margem Equatorial

Confirmada a sabotagem para impedir o progresso nacional

Descoberta de hidrocarbonetos na costa do Amapá confirma potencial da Margem Equatorial e expõe prejuízo causado pelos entraves à exploração

A confirmação da presença de hidrocarbonetos no poço Morpho, na costa do Amapá, colocou novamente no centro do debate nacional uma questão altamente estratégica: a necessidade de o Brasil conhecer e explorar soberanamente suas reservas de petróleo.

A descoberta da Petrobras ocorreu em águas ultraprofundas, a cerca de 175 quilômetros do litoral. Embora o volume definitivo das reservas ainda dependa de novos estudos, o achado confirma o enorme potencial da Margem Equatorial. Em seu Plano de Negócios, a estatal prevê investir US$2,5 bilhões na região e perfurar 15 poços até 2030.

Não se trata apenas da descoberta de petróleo. A exploração dessas reservas significa bilhões de reais em investimentos, geração de empregos, desenvolvimento tecnológico, royalties e maior segurança energética para o País. É uma questão particularmente importante para a região Norte, uma das mais pobres do Brasil e onde uma parcela significativa da população depende de programas sociais para sobreviver.

A existência dessas reservas também reforça a importância da Petrobras como instrumento fundamental para o desenvolvimento nacional. Em vez de colocar o petróleo brasileiro a serviço dos grandes monopólios estrangeiros, o País deveria utilizar essas riquezas para financiar a industrialização, ampliar a infraestrutura e melhorar as condições de vida da população.

É justamente nesse ponto que a atuação de Marina Silva e do Ministério do Meio Ambiente precisa ser denunciada.

Durante mais de três anos, o ministério e o Ibama impuseram sucessivos entraves burocráticos ao licenciamento da exploração na Margem Equatorial. Sob o argumento da proteção ambiental, atrasou-se uma atividade decisiva para a soberania energética e para o desenvolvimento de uma das regiões mais pobres do País.

Na prática, essa política favoreceu os interesses dos grandes capitalistas internacionais, que procuram impedir que os países atrasados utilizem plenamente seus próprios recursos naturais. A chamada “agenda ambiental”, financiada e promovida por grandes fundações e potências imperialistas, é frequentemente utilizada para exigir dos países pobres restrições que não foram impostas durante o desenvolvimento econômico das próprias potências.

Enquanto o Brasil encontrava dificuldades para avançar na exploração da Margem Equatorial, países vizinhos como Guiana e Suriname aproveitaram reservas existentes na mesma faixa geológica e ampliaram rapidamente sua produção petrolífera.

A situação deixa evidente o absurdo da paralisia imposta ao Brasil. Enquanto outros países exploram suas riquezas naturais, cria-se aqui uma quantidade interminável de obstáculos burocráticos para impedir que a Petrobras sequer descubra a verdadeira dimensão das reservas nacionais.

O resultado é o enfraquecimento do desenvolvimento brasileiro em benefício das multinacionais estrangeiras que dominam grande parte da produção mundial de energia.

A defesa do meio ambiente não pode servir de pretexto para manter milhões de brasileiros na pobreza, impedir o crescimento econômico e condenar o País à dependência.

Também é falso apresentar desenvolvimento e preservação ambiental como coisas necessariamente incompatíveis. Uma Petrobras integralmente estatal, submetida aos interesses nacionais e dotada de recursos suficientes, teria condições muito maiores de realizar a exploração com segurança do que empresas privadas interessadas apenas na obtenção rápida de lucros.

O problema fundamental, portanto, não é explorar ou não o petróleo. É saber quem controla essa exploração e quem fica com a riqueza produzida.

O petróleo da Margem Equatorial deve ser explorado com urgência e colocado a serviço do povo brasileiro.

O Brasil precisa se livrar da política de sabotagem representada por Marina Silva e por todos aqueles que procuram impedir o País de utilizar suas próprias riquezas.

Para isso, o Partido da Causa Operária (PCO) defende em seu programa a reestatização integral da Petrobras, a nacionalização do petróleo, a exploração de 100% das bacias petrolíferas brasileiras e a utilização desses recursos para promover o desenvolvimento nacional e melhorar as condições de vida do povo.

Gostou do artigo? Faça uma doação!

Rolar para cima

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.