O presidente nacional do Partido da Causa Operária, Rui Costa Pimenta, criticou duramente o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, durante a última edição da Análise Política da Semana. O dirigente comentou a declaração de Múcio de que, diante de uma invasão dos Estados Unidos, seria melhor “abrir o portão”.
Para Rui, a gravidade da declaração não está apenas na piada feita pelo ministro. O deboche, afirmou, revela uma disposição política: não enfrentar uma agressão imperialista.
“Ele podia ter falado que, se o Brasil for invadido, seja pelos Estados Unidos, algum poder maior, nós vamos ter muita dificuldade de resistir, por exemplo. Seria normal. Nós precisamos tomar medidas. Mas o deboche revela o seguinte: não tem a menor intenção de reagir a nenhuma invasão do imperialismo.”
Rui rejeitou a ideia de que a superioridade militar dos Estados Unidos tornaria a resistência inútil. Recordou o Vietnã, que enfrentou durante anos as Forças Armadas norte-americanas, e o Afeganistão, onde décadas de ocupação terminaram com a retirada das tropas estrangeiras.
A declaração de Múcio também levou o dirigente a questionar qual seria a função das próprias Forças Armadas se seu ministro considera inútil defender o território nacional:
“Mais desrespeito às Forças Armadas brasileiras do que falar que elas não servem para nada é difícil. Porque foi isso que o ministro do Lula falou.”
Segundo Rui, a política oficial em torno da palavra “soberania” perde qualquer conteúdo quando o ministro responsável pela defesa nacional admite antecipadamente a rendição diante dos Estados Unidos.
“A defesa da soberania nacional dos países oprimidos pelo imperialismo é uma tarefa revolucionária”, afirmou Rui durante o programa.





