A Petrobrás confirmou uma nova descoberta de gás natural na costa da Colômbia. A reserva foi identificada durante a perfuração do poço Sandia-1, localizado no bloco GUA-OFF-0, em águas profundas do Caribe colombiano.
A perfuração começou em 12 de junho e alcançou sua profundidade final em 29 de julho. O poço encontra-se a cerca de 42 quilômetros da costa e em uma área com 1.251 metros de profundidade de água.
Ainda não há decisão sobre a produção comercial. A descoberta deverá passar por novas avaliações para determinar a quantidade de gás existente e as condições para sua eventual exploração.
A Petrobrás participa da operação por meio de sua subsidiária na Colômbia e possui 44,44% do consórcio. A estatal colombiana Ecopetrol possui os 55,56% restantes. Caso as reservas sejam comercialmente aproveitáveis, portanto, trata-se de uma riqueza pertencente à Colômbia e explorada majoritariamente por sua empresa estatal.
Enquanto utiliza sua capacidade técnica para procurar petróleo e gás no exterior, a Petrobrás enfrenta uma verdadeira batalha para realizar o mesmo trabalho em águas brasileiras.
Na Margem Equatorial, uma das regiões mais promissoras do País, a estatal passou anos esperando autorização para perfurar. O licenciamento do primeiro poço no bloco da costa do Amapá somente foi concedido em outubro de 2025, após uma longa campanha de organizações ambientalistas e de setores do próprio governo para impedir a pesquisa.
O contraste é absurdo. A Petrobrás pode descobrir novas reservas para a Colômbia, em sociedade com o governo colombiano, enquanto no Brasil encontra obstáculos criados pelo próprio Estado para saber quanto petróleo e gás o País possui.





