A candidata do Partido da Causa Operária a deputada federal por São Paulo Simone Souza apresentou, durante o lançamento das candidaturas do partido, um programa de luta voltado às mulheres trabalhadoras. Integrante do Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo, ela contrapôs as reivindicações do PCO à política de cotas e medidas formais promovida pelos partidos da burguesia.
“Enquanto a democracia burguesa nos oferece cotas e leis simbólicas, o capitalismo explora a mulher duplamente, como força de trabalho barata e como reprodutora gratuita da força de trabalho do amanhã”, afirmou.
Simone defendeu o aborto livre e gratuito como questão de saúde pública, combinado a uma ampla educação sexual. Também reivindicou que o Estado contribua efetivamente com as mães para a criação dos filhos, destacando a quantidade de mulheres que assumem praticamente sozinhas essa responsabilidade.
No terreno do trabalho, a candidata defendeu salário igual para trabalho igual, combate ao desemprego e redução da jornada sem redução dos salários. Ao tratar das creches, relacionou diretamente o problema à extensão da jornada das trabalhadoras:
“Não adianta a creche de 4 horas, 6 horas, 8 horas se a mãe trabalha 12 horas por dia para sobreviver.”
Simone defendeu creches gratuitas em período integral e licenças extensas para mães e pais. Na saúde, reivindicou atendimento gratuito à mulher desde o pré-natal até o pós-parto e defendeu o fim da exploração privada da medicina.
Ao encerrar sua intervenção, sintetizou a política apresentada pelo PCO:
“Companheiras, a exploração da mulher não acaba com uma lei aprovada aqui ou ali, ela acaba com a derrubada do governo dos patrões e a construção de uma sociedade socialista, onde o trabalho e a vida sejam organizados pela classe trabalhadora e não pelo lucro. Mulheres trabalhadoras, a luta é uma só contra o capital. Salário, trabalho e terra.”





