Doria ataca o direito de greve, 58 demitidos no Metrô

Após a greve geral do dia 14 de junho contra a reforma da Previdência e os ataques aos trabalhadores realizados pelo governo Bolsonaro, a extrema direita bolsonarista tratou de avançar ainda mais contra os direitos.

O governador playboy e fascista João Doria atacou o direito de greve através da demissão de 58 funcionários do Metrô paulista. A greve do Metrô paulista assustou o tucano Joao Doria, que coloca em marcha um plano de privatização desse serviço de transporte.

A demissão é na prática a proibição do direito democrático fundamental dos trabalhadores. Doria e a imprensa burguesa justificaram as demissões porque a greve possuiu “motivação política”.

Nada mais farsante, primeiro porque no final das contas toda greve é política, nesse caso inclusive a greve tinha uma motivação política de ir contra a reforma da Previdência e de outros direitos dos trabalhadores. Mas a luta contra a destruição da previdência é obviamente uma luta também econômica.

Mas há algo ainda mais grave. De onde esses juízes, que agem a serviço de Doria, tiraram que na Constituição federal não está permitido fazer “greve política”. Não existe essa restrição, que por sinal é extremamente arbitrária, na lei. Mais uma vez está claro que tanto Doria como os juízes agem ilegalmente contra um direito fundamental.

É importante reforçar que até a chamada imprensa “democrática” como a Folha de S. Paulo saiu em defesa das demissões e contra a greve. O que reforça que esse órgão de imprensa é extremamente golpista e dá um ar democrático para uma política fascistóide como acabar com o direito de greve.

Houve todo um conluio do governo e da justiça para que não houvesse greve. A justiça ameaçou os sindicatos com multas elevadíssimas, mesmo assim não conseguiu acabar com a greve. Então, entra em cena o fascista Doria para reprimir os grevistas.

E as demissões não devem parar por aí. Em apenas duas semanas foram 58 demissões no metrô e esse número tende a aumentar conforme sejam identificados novos grevistas. A perseguição vai aumentar conforme os golpistas coloquem em ação sua política fascista.

O direito de greve é fundamental para a redução da exploração dos trabalhadores, melhoria do ambiente de trabalho e para a adequada da prestação dos serviços a população.

É preciso organizar novas paralisações em defesa dos grevistas demitidos, pois é a proibição do direito de greve num momento em que estão retirando os direitos dos trabalhadores e há um plano para a privatização do metrô.

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