A terça-feira foi um dia atípico no Distrito Federal, pois nesse dia 25 a luta contra o golpe tomou um nove impulso na capital do país. Desde as primeiras horas da manhã, os viadutos que dão acesso ao centro administrativo do DF, o Plano Piloto, estavam tomadas de faixas pela liberdade de Lula, por Lula Livre.
Ponto marcante foi a a iniciativa do Comitê Lula Livre que impôs à golpista Rede Globo reproduzir uma gigantesca por “Lula Livre” em seu programa jornalístico matinal Bom Dia Brasília.
No decorrer do dia, ocorreram manifestações e panfletagens em outros diversos pontos da capital Federal contra o golpe, pelo Fora Bolsonaro e pela Liberdade de Lula, com uma grande aceitação por parte da população.
A partir do meio da tarde, as manifestações de dirigiram para a Praça dos Três Poderes, em frente ao Superior Tribunal Federal, onde estaria colocado a possibilidade de se pautar a continuidade do julgamento do habeas corpus impetrando pela defesa de Lula ainda no ano passado e cozinhado em banho-maria pelo STF, ou melhor ainda, pelas baionetas da intervenção militar, que controla a Instituição.
O ato iniciado a partir das 16 horas contou com a participação de cerca de 400 militantes, número muito aquém do potencial que a situação exigia, um reflexo de uma política defensiva levanta à frente, principalmente pelo PT, que não fez uma campanha efetiva para mobilizar as suas bases, em particular a CUT, os sindicatos e o MST.
Contrastando com a baixa adesão à manifestação, o que se viu foi a combatividade de um militância absolutamente crítica com relação à possibilidade de que a liberdade de Lula seja possível sem uma grande campanha de rua, com uma política efetiva para colocar o movimento popular e operário em movimento.
Foi justamente no sentido da necessidade de mobilização de rua, que teve uma grande repercussão a intervenção do representante do PCO no ato ao propor uma grande manifestação em Curitiba em defesa da liberdade de Lula no próximo 16 de agosto.
No final do ato e já consumada a decisão do STF em manter a prisão do companheiro Lula, as intervenções dos deputados Paulo Pimenta (PT-RS), Gleisi Hoffmann (PT-SC) e Erika Kokay (PT-DF) foram todas no sentido de intensificar a mobilização, de colocar o povo na rua, como única saída possível para abrir caminho para a liberdade de Lula.





