Dentre a esquerda, ainda há muita confusão acerca dos atos coxinhas do domingo (26). Muitos se deixaram impressionar pela campanha da imprensa que aponta as mobilizações como numerosas. Fato é que apenas ocorreram em algumas capitais e só conseguiram aglutinar aproximadamente 1% do que foi o dia 15 de maio.
Uma parcela dessa esquerda entende que os número não chegam nem perto do que a burguesia apresenta, mas mesmo assim está na defensiva, dizendo que não importam os números, pois ficou impressionada com a infraestrutura e estava cotando com o fato de que os atos seriam ainda mais esvaziados do que foram. Nesse diário, chegamos a denunciar: não podemos subestimar a extrema-direita, Bolsonaro ainda é presidente e detém o aparto do Estado, e a burguesia está disposta a fazer qualquer coisa para aprovar a reforma da previdência.
Domingo teve um apoio de um grupo de empresários chamado Instituto Brasil 200, que reúne nomes como Flávio Rocha (Riachuelo),Luciano Hang (Havan) e João Appolinário (Polishop). O apoio dos capitalistas se deu pelo feto de que se os atos fossem totalmente vazios ficaria claro o averso da população em relação às medidas da burguesia.
Nesse sentido, não se deve ficar impressionado, pois apesar de ter uma injeção enorme de dinheiro, ainda assim expressou-se nas ruas a impopularidade do governo. Os próprios ratos do governo não aderiram à manifestação. Bolsonaro voltou atrás e não compareceu no domingo; Janaína Paschoal, Damares, Danilo Gentili, MBL, Olavo de Carvalho etc., todos pularam foram do barco e não querem seus nomes associados com o governo que está para desabar a qualquer golpe decisivo da esquerda.
A ausência de mobilização em algumas capitais e o fato de outras terem juntado dezenas de pessoas mostram que longe dos grandes centros do Sudeste, onde o grande capital está de fato organizado, a extrema-direita não conseguiu mobilizar para os atos. É a prova concreta da farsa do dia 26.
A esquerda não pode cair em histórias do Bicho Papão, a bola está na área do adversário, basta saber se os centroavantes saberão fazer o gol.





