A saída dos médicos cubanos do Programa Mais Médicos como resultado da política antipopular, neoliberal e proto-fascista (em relação aos médicos cubanos) do governo ilegítimo de Jair Bolsonaro causou um extraordinário déficit de profissionais médicos em especial nos locais mais vulneráveis e revelou também a política de terra arrasada que os golpistas têm para o setor.
No Ceará a falta de médicos castiga as comunidades indígenas pela ausência pela ausência de profissionais de saúde.
Em Caucaia, as margens do rio Ceará, a comunidade Tapeba, um dos poucas que possuem uma Unidade Básica de Saúde Indígena (UBSI), era assistido por um clínico geral que atendia às quartas e quintas, após a saída do medico, que pediu demissão, não só o medico não foi substituído por outra contratação com a comunidade tem de esperar a visita de uma médica, responsável por outra área indígena e agora apenas uma vez por semana.
As reivindicações do povo tapeba, mais de 8 mil pessoas para um médico e uma vez por semana, de incorporação de outras especialidades na (UBSI) da comunidade, como fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos etc., vem- se totalmente frustradas diante da falta de profissionais e de política governamental para suprir o problema grave.
Há ainda comunidades que não possuem UBSI e que só recebem visita médica uma vez a cada 15 dias.
Esse é uma caso que mostra a progressiva desagregação realizada deliberadamente pelo governo Bolsonaro do sistema de saúde público em geral e especialmente do mais vulnerável que é o indígena.





