A mobilização dos protestos indígenas em vários Estados, contra a extinção da Secretaria Especial de Saúde Indígena – Sesai, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta voltou atras na decisão, mantendo a secretaria, após reunião com lideranças indígenas.
A Sesai coordena 34 Distritos sanitários indígenas (Dseis) e outras estruturas, responsáveis pelo atendimento de 765 mil índios de 305 etnias espalhadas pelo país.
Milhares de índios iniciaram protestos em 22 Estados desde segunda-feira(25), contra a extinção fechando rodovias, ocupando prédios públicos e chegando até a prefeitura de São Paulo, onde guaranis tomaram o saguão. A reação acertada de mobilização dos indígenas, frente aos sucessivos ataques sofridos pela gestão fascista de Jair Bolsonaro, sem recorrer à justiça que trabalha a favor do governo, ou do legislativo dominado pela bancada ruralista, os maiores responsáveis pelas violentas invasões às terras indígenas, além do desmonte da Funai, é a única reação capaz de parar com a perseguição que este povos vêm sofrendo.
Esta medida é um dos problemas enfrentados pelas lideranças indígenas e entidades com a municipalização do atendimento público de saúde, como a distância das unidades de saúde, a troca constante de equipes a cada nova gestão municipal, a falta de preparo e até de pagamento dos profissionais envolvidos – entre 13 mil funcionários e fornecedores – precarizando o atendimento adequado às características das comunidades indígenas, não assegurando a diversidade no atendimento, além de inviabilização do funcionamento das unidades de saúde em Brasília e São Paulo.
O atendimento reduziu ou parou em diversos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), com a saída dos médicos cubanos que atuavam nos mais médicos em novembro do ano passado. O Ministério da Saúde afirmou que o pagamento está sendo regularizado e que as vagas estão sendo repostas. O Secretário de saúde indígena, Marco Antônio Toccolini quer apresentar uma proposta que aumente a participação de estados e municípios, mas sob controle federal.





