A Federação Internacional de Futebol (Fifa) retomou o segundo tempo de França contra Iraque na Filadélfia, nos Estados Unidos, na segunda-feira (22), depois de quase duas horas de paralisação por tempestades e raios. Os jogadores voltaram ao gramado às 19h30 no horário local, 23h30 pelo horário de Greenwich, para aquecimento de 20 minutos, com a seleção francesa vencendo por 1 a 0, gol de Mbappé aos 14 minutos.
A interrupção ocorreu no intervalo e foi a primeira paralisação por clima registrada nesta edição do torneio. A demora não dependia apenas da chuva. Nos Estados Unidos, partidas precisam obedecer a regras locais de segurança contra descargas elétricas, e a competição organizada pela Fifa deve se ajustar a esses protocolos sempre que houver risco nas imediações do estádio.
Pelas normas aplicadas, o jogo é suspenso imediatamente quando um raio é detectado dentro de um raio de 13 quilômetros em relação ao local da partida. A retomada só pode ocorrer após 30 minutos sem nova descarga elétrica dentro dessa área de risco. Se outro raio for detectado durante a contagem, o prazo volta ao início, o que pode transformar uma interrupção inicial em atraso de várias horas.
A situação afetou o ritmo esportivo do confronto. A França havia chegado ao intervalo em vantagem mínima, construída ainda no começo do primeiro tempo. O Iraque, que teria a etapa final para tentar reagir, precisou aguardar a liberação de segurança e retornar ao campo após um longo período fora de jogo.
A Fifa não trabalha com um limite fixo para abandonar uma partida nessas situações. Cada caso é avaliado conforme as condições do estádio, a evolução do tempo e a orientação das autoridades responsáveis pela segurança. Essa ausência de prazo rígido significa que o público, as delegações e a transmissão ficam sujeitos a esperas indefinidas quando a tempestade persiste.
O episódio chama atenção porque a Copa realizada em território norte-americano convive com estádios em regiões sujeitas a mudanças rápidas de tempo durante o verão local. A bola só voltou a rolar quando o protocolo permitiu considerar a área segura.





