Final da Copa do Mundo 2026

Espanha é campeã; Argentina é humilhada mesmo com ajuda do juiz

Espanha conquista segundo título mundial apesar da roubalheira da arbitragem a favor da Argentina

Está declarado o fim da seleção argentina. O time do “melhor do mundo” Messi ficou totalmente impotente diante de uma Espanha que agora conquista seu segundo título mundial. O jogo sujo, a violência e o favorecimento da arbitragem não foram suficientes para impedir a vitória espanhola, uma demonstração final de que o futebol da Argentina não vale de nada.

O tempo regulamentar terminou no 0 x 0. Na prorrogação, o árbitro esloveno Slavko Vinčić protagonizou um dos maiores assaltos do século ao anular o primeiro gol da Espanha. Aos 5 minutos do primeiro tempo suplementar, Emiliano Martínez espalmou a primeira finalização, a bola ficou viva na área e Nico Williams empurrou para o fundo das redes.

Vinčić apontou falta anterior de Mikel Merino sobre Otamendi, um suposto pisão no momento em que a bola foi alçada com direito a atuação do argentino, e anulou o gol em campo, sem nem mesmo recorrer ao VAR. Merino caminhava de costas e não tinha o zagueiro argentino no campo de visão, num lance de disputa como há dezenas em qualquer partida. Um verdadeiro escândalo.

Apesar disso, aos 106 minutos, logo na retomada do segundo tempo da prorrogação, a Espanha enfim abriu o placar. Pedro Porro lançou pela direita, por cima da linha defensiva argentina, e Nico Williams venceu a corrida às costas dos zagueiros para escorar de cabeça em direção ao meio da área. Ferran Torres, que havia entrado no decorrer da partida, calculou o tempo do salto da bola e emendou de meia-virada, sem deixar chance a Emiliano Martínez.

Para fechar a roubalheira com chave de ouro, mais um gol espanhol anulado. Aos 7 minutos do segundo tempo da prorrogação, Ferran Torres voltou a balançar as redes e ampliaria o marcador, mas o juiz invalidou o lance por impedimento e ainda teve a decisão posteriormente referendada pelo VAR.

Foram 20 finalizações espanholas, 11 delas no alvo, contra três chutes argentinos e nenhum na direção do gol, para um placar final que registrou apenas 1 a 0. Três gols para fazer valer um.

Nos acréscimos da prorrogação, a Argentina teve sua única chance real em 120 minutos. Messi cobrou escanteio, a bola sobrou na área para Giuliano Simeone, que pegou de primeira e isolou por cima do travessão. Foi esse o resumo da campanha argentina na decisão.

O antifutebol argentino

Incapaz de sustentar uma única jogada de ataque, a Argentina apostou no que sabe de fazer melhor: a violência. Foram 24 faltas ao longo dos 120 minutos, contra 21 da Espanha, com uma diferença decisiva: cinco cartões amarelos e um vermelho para os argentinos, nenhum cartão para os espanhóis. Só no tempo regulamentar, o time de Scaloni acumulou 18 faltas, cinco amarelos e zero finalizações. O jogo foi ficando cada vez mais truncado à medida que a posse de bola espanhola se consolidava e a única resposta encontrada pelos argentinos era interromper o adversário no chão.

No segundo tempo, Mac Allister acertou Dani Olmo em falta dura que passou sem cartão e provocou a primeira confusão generalizada entre os dois times. Tagliafico repetiu a dose sobre o mesmo Olmo. Messi, que não conseguiu completar uma finalização sequer na partida, entrou em Cubarsí no campo de defesa espanhol e também escapou sem punição. Aos 82 minutos, Enzo Fernández recebeu o primeiro amarelo por reclamação, depois de cair pedindo falta inexistente e ver o árbitro mandar o jogo seguir.

Aos 90+3, Enzo Fernández entrou de sola em Pau Cubarsí no meio-campo, fora de tempo, com o jogo já encaminhado para a prorrogação. O zagueiro espanhol girou no ar antes de cair no gramado e Vinčić não teve alternativa senão mostrar o segundo amarelo. Com isso, a Argentina se tornou a única seleção da história com três expulsões em finais de Copa do Mundo, somando os casos de Pedro Monzón e Gustavo Dezotti, na derrota para a Alemanha Ocidental em 1990.

A conta poderia ter sido ainda mais cara. Instantes depois, Paredes, que já estava pendurado, derrubou Ferran Torres na entrada da grande área e deveria ter deixado a Argentina com nove em campo. Vinčić marcou a falta e guardou o cartão num lance que claramente merecia amarelo. Na cobrança, Lamine Yamal acertou a gaveta do gol, mas Emiliano Martínez espalmou.

E o Messi?

Messi encerrou a final sem uma única finalização. Preso na marcação espanhola, o camisa 10 passou os 120 minutos apagado, sem participar de praticamente nenhuma jogada, num time que terminou com 32% de posse de bola e três chutes, nenhum na direção do gol. Em sua sexta e última Copa do Mundo, o jogador vendido como o maior de todos os tempos se despediu do torneio como coadjuvante da própria derrota. Parou nos 21 gols e não alcançou Mbappé, que tem 22 e segue como maior artilheiro da história da competição.

A Argentina, que havia chegado à decisão com o melhor ataque do torneio, não conseguiu acertar o alvo uma única vez quando o título estava em jogo. Deixou o campo com o vice-campeonato, três expulsões em finais de Copa e a marca de ter transformado a decisão de 2026 em uma sessão de faltas.

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