O vice-chanceler iraniano, Kazem Qaribabadi, cobrou que a FIFA e os anfitriões da Copa do Mundo de 2026 garantam a participação do Irã sem discriminação diante de ameaças de restrições. O representante iraniano afirmou, na quinta-feira (14), que vistos, entrada, hospedagem, deslocamentos e presença de autoridades esportivas não podem ser usados como instrumentos de pressão política contra uma seleção classificada oficialmente.
Qaribabadi, vice-ministro de Assuntos Jurídicos e Internacionais do Irã, destacou que a seleção iraniana conquistou em campo o direito de disputar a Copa do Mundo organizada por Estados Unidos, Canadá e México. Para ele, qualquer obstáculo ilegal imposto à delegação iraniana seria uma prova séria para a FIFA e para os países anfitriões. A alternativa, segundo afirmou, é clara: respeitar a neutralidade do esporte ou permitir que a competição seja atingida por seleção política e tratamento discriminatório.
O governo iraniano argumenta que organizar uma Copa do Mundo implica compromisso de garantir participação igualitária e respeitosa a todas as equipes classificadas pela via oficial da FIFA. A advertência se dirige principalmente à possibilidade de restrições administrativas relacionadas a vistos e deslocamentos, em meio à agressão imperialista contra o Irã pelos Estados Unidos e por “Israel”. A presença da seleção, do corpo técnico, dos dirigentes e de integrantes essenciais da delegação dependeria, portanto, do cumprimento de obrigações esportivas internacionais.
Qaribabadi também mencionou que os estatutos da FIFA proíbem discriminação contra países e pessoas. A partir desse ponto, sustentou que o país anfitrião não pode transformar diferenças políticas, sanções ou decisões internas unilaterais em barreiras ao direito de uma equipe nacional participar do torneio. A universalidade da Copa, afirmou o representante, é incompatível com seleção política de quem pode participar.
O Irã realizou em Teerã uma cerimônia de despedida para sua seleção, que disputará o Mundial de 2026. O evento ocorreu em meio à incerteza sobre a presença da delegação iraniana, depois da agressão dos Estados Unidos e “Israel” contra o país em 28 de fevereiro. Posteriormente, foi tomada a decisão de manter o plano de participação, desde que o governo dos Estados Unidos conceda vistos a todos os jogadores e membros do corpo de apoio.





