As Forças Armadas do Iêmen anunciaram nesta quarta-feira (4) cinco operações contra alvos ligados à Arábia Saudita. Segundo o porta-voz militar Iahia Sari, foram atingidos um radar, um acampamento e uma instalação de comando, além de concentrações de tropas sauditas. Ele também informou a derrubada de uma aeronave não tripulada sobre a província iemenita de Taiz.
Sari afirmou que um aparelho iemenita atacou o radar na região de Jizã. Mísseis balísticos foram lançados contra o acampamento de Akifa, em Najrã, e contra um prédio de comando da Guarda de Fronteira em Jizã. Em outra declaração, anunciou o uso de seis mísseis contra forças concentradas a leste de Al-Jawf. Os números de mortos e feridos apresentados pelo comando iemenita não haviam sido confirmados de maneira independente.
A aeronave abatida, segundo o porta-voz, era um modelo armado de reconhecimento Wing Loong II empregado pela Arábia Saudita. Sari disse que o aparelho realizava ações hostis sobre Taiz. As operações ocorreram enquanto prosseguiam ataques sauditas contra território iemenita. O Ministério da Saúde em Saná informou que um bombardeio a uma casa na região de Haifan, em Taiz, matou três civis e feriu outros dois.
A guerra conduzida pela Arábia Saudita contra o Iêmen começou em 2015 com apoio dos Estados Unidos. A intervenção atravessou períodos de redução dos combates, mas não terminou. Nas últimas semanas, o DCO registrou novos ataques sauditas e respostas das forças iemenitas contra posições militares de Riad.
As declarações de Saná apresentam as cinco operações como resposta à ofensiva e ao bloqueio impostos ao país. Os resultados anunciados em cada alvo ainda precisam ser confirmados. Não há dúvida, porém, sobre a continuação da guerra: enquanto a Arábia Saudita bombardeia cidades e mantém forças contra o Iêmen, as forças iemenitas afirmam que atacarão suas posições militares.





