Os temporais que atingem o Rio Grande do Sul desde terça-feira (3) deixaram casas destelhadas, lavouras destruídas, estradas bloqueadas e cidades sem energia elétrica. Na quarta-feira, a região norte do estado concentrava alguns dos danos mais graves. A distribuição de lonas é necessária para atravessar as primeiras horas, mas as famílias precisarão de recursos para reconstruir o que perderam.
Em Espumoso, o vento destruiu o telhado de um posto de combustíveis e uma árvore caiu sobre um carro, ferindo levemente seus ocupantes. Em Tapera, o granizo atingiu plantações de milho. Em Passo Fundo, um automóvel foi parar no buraco de uma obra da prefeitura depois de ser arrastado pela água. Cinco árvores caídas interromperam por cerca de uma hora e meia a circulação na RS-332, entre Espumoso e Tapera.
Em Charrua, o Rio Caçador transbordou. Mais de 100 casas foram atingidas e havia relatos de moradores ilhados. A prefeitura de Porto Vera Cruz estimou danos nos telhados de 90% das residências do município, que também ficou sem eletricidade. Em Água Santa, a falta de luz e internet veio acompanhada da suspensão das aulas. Escolas e serviços públicos também pararam em outras localidades.
O levantamento completo dos prejuízos ainda estava em andamento. A urgência é localizar as famílias isoladas, garantir abrigo, restabelecer serviços e impedir que trabalhadores e pequenos agricultores arquem sozinhos com a reconstrução. União, estado e prefeituras devem fornecer materiais, reparar as casas e indenizar as perdas na produção rural.
O Rio Grande do Sul enfrenta uma sequência de enchentes, vendavais e temporais. O DCO já registrou o atraso na reconstrução após desastres anteriores e a necessidade de recursos públicos para recuperar as cidades atingidas. Cada nova chuva encontra famílias que ainda dependem de casas, estradas e serviços vulneráveis. A resposta não pode acabar quando as águas baixarem.




