Os Estados Unidos não fizeram uma ameaça nuclear formal contra o Irã. Foi essa a ressalva do vice-ministro iraniano Kazem Gharibabadi ao advertir, nesta terça-feira, que seu país reagirá caso Washington passe a ameaçá-lo com esse tipo de arma. A distinção é necessária porque a declaração surgiu após uma afirmação do jornalista norte-americano Tucker Carlson, não após um anúncio da Casa Branca.
Carlson sugeriu que o governo de Donald Trump poderia considerar um ataque nuclear contra uma instalação iraniana subterrânea, sob pressão do primeiro-ministro de “Israel”, Benjamin Netanyahu. Não apresentou uma decisão oficial de realizar a operação. Gharibabadi respondeu à possibilidade levantada: “Uma ameaça oficial dos EUA de usar armas nucleares táticas contra o Irã levaria ao colapso da ordem jurídica nuclear”, afirmou, segundo a Al Mayadeen.
O vice-ministro declarou que Teerã tomará as medidas necessárias e apropriadas diante de uma eventual ameaça. Seu governo sabe que os Estados Unidos já recorreram à força contra o país. O DCO noticiou ataques norte-americanos a instalações iranianas e a disposição do Irã de responder a novas agressões.
Seria incorreto anunciar um ataque nuclear iminente com base na especulação de Carlson. Também seria incorreto tratar a reação iraniana como se houvesse surgido sem motivo. O jornalista pôs em circulação a hipótese de um bombardeio com armas nucleares contra um país que Washington já atacou. A resposta de Teerã foi afirmar que não aceitará esse tipo de ameaça como instrumento de pressão.





