Autoridades em Gaza informaram que 21 palestinos morreram devido ao frio intenso na Faixa de Gaza, entre eles 18 crianças, em meio às condições enfrentadas por famílias deslocadas e ao bloqueio imposto por “Israel”. A informação foi divulgada pelo Gabinete de Imprensa do governo em Gaza, que denunciou que a crise humanitária é consequência das restrições à entrada de produtos básicos e à destruição de estruturas e edifícios.
O comunicado responsabilizou “Israel” pelas mortes e pelos efeitos do cerco, apontando falta de abrigo adequado e escassez de itens essenciais como alimentos, água e medicamentos. O órgão pediu à comunidade internacional e à ONU a adoção de medidas imediatas, incluindo centros de abrigo seguros e fornecimento de aquecedores para a população deslocada.
Serviços de defesa civil e ambulâncias relataram que as temperaturas baixas têm afetado principalmente crianças, idosos e doentes, com registros de tremores intensos, perda de calor corporal e agravamento de problemas respiratórios, além do risco de novas mortes.
A organização israelense de direitos humanos B’Tselem afirmou que a população de Gaza está sendo abandonada e acusou “Israel” de manter ataques apesar do cessar-fogo em vigor há cerca de três meses. A entidade declarou ainda que restrições impostas por “Israel” dificultam a entrada de equipamentos médicos e o trabalho humanitário, além de limitar a presença de jornalistas estrangeiros, o que, segundo o grupo, impede a documentação da situação no território.





