Copa do Mundo

Brasil goleia Haiti e alcança liderança do grupo

Seleção bateu os haitianos por 3 a 0, com dois gols de Matheus Cunha e um de Vinicius Jr. ainda no primeiro tempo, e assumiu o topo do Grupo C

A Seleção Brasileira venceu o Haiti por 3 a 0 nesta sexta-feira (19), pela segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. Os três gols saíram no primeiro tempo, com Matheus Cunha marcando duas vezes e Vinicius Jr. ampliando o placar.

Com o resultado, o Brasil chegou a quatro pontos e assumiu a liderança do Grupo C, à frente de Marrocos pelo saldo de gols. Os marroquinos também venceram nesta sexta, por 1 a 0 sobre a Escócia. A chave será decidida na próxima quarta-feira (24), em jogos simultâneos: Brasil contra Escócia e Marrocos contra Haiti.

Diante de um adversário que se fechou na própria área e apostou na marcação recuada, o Brasil fez um jogo de ataque contra defesa, principalmente no primeiro tempo. A Seleção teve ampla posse de bola, empurrou o Haiti para o campo de defesa e construiu o placar com paciência, sem dar espaço para os contra-ataques caribenhos.

Vinicius Jr. participou diretamente dos três gols. O primeiro saiu de uma sobra na área que ficou com Matheus Cunha, escalado desta vez como titular no lugar de Igor Thiago. No segundo, Vinicius Jr. fez o passe e Cunha finalizou de canhota. No terceiro, Lucas Paquetá serviu Vinicius Jr., que marcou seu segundo gol na competição. Em dois jogos, a Seleção tem Matheus Cunha e Vinicius Jr. como artilheiros, com dois gols cada.

A atuação de Vinicius Jr. reforça seu peso no setor ofensivo brasileiro. Com Neymar ainda em processo de retorno físico, o atacante aparece como um dos principais nomes do Brasil na Copa, ao lado de Raphinha. Mesmo sob cobrança constante a respeito de seu rendimento com a camisa da Seleção, Vinicius Jr. foi decisivo nas três jogadas que definiram a partida.

No segundo tempo, com a vitória encaminhada, o Brasil tirou o pé, o que era natural. A Seleção controlou a partida, reduziu os espaços e administrou o resultado. Carlo Ancelotti aproveitou o jogo, já resolvido no primeiro tempo, para rodar o elenco e poupar jogadores. São oito partidas até a final, e a preocupação em evitar lesões e preservar atletas é parte do planejamento de qualquer seleção que pretende chegar longe na competição.

Mesmo diante de uma goleada confortável, a imprensa tratou o jogo como se o Brasil tivesse perdido. Durante a transmissão pela SBT, por exemplo, era possível ver os comentaristas, com Galvão Bueno à frente, afirmando que a Seleção teria passado por dificuldades diante do Haiti. Trata-se de uma mentira. O Brasil controlou a partida do início ao fim. O Haiti teve uma única chance, no segundo tempo, e mesmo assim porque os brasileiros já haviam diminuído o ritmo após o 3 a 0.

O comportamento da imprensa não muda conforme o placar. Quando o Brasil vence, dizem que o adversário era fraco. Quando empata ou perde, dizem que a Seleção é uma porcaria. Se o time tivesse goleado por 6 a 0 ou por 10 a 0, os mesmos comentaristas estariam criticando Ancelotti por escalar reservas e arriscar atletas contra um adversário considerado fraco. Há sempre um motivo para a crítica, porque o objetivo nunca foi avaliar o futebol que se jogou em campo.

A imprensa burguesa cumpre, a cada Copa do Mundo, o papel de rebaixar a Seleção e de transformar cada vitória em motivo de desconfiança. Os mesmos veículos que atacam o selecionado brasileiro são os que servem aos interesses do imperialismo e dos grandes capitalistas, e que fazem questão de denegrir tudo aquilo que mobiliza e desperta o entusiasmo do povo. O futebol, que move milhões de trabalhadores no País, é tratado como mais um terreno a ser envenenado.

Por isso, a imprensa lesa-pátria é hoje uma das maiores inimigas da Seleção Brasileira. Da Globo à SBT, os grandes veículos repetem o mesmo papel, sempre a serviço de diminuir o que vem do País e do seu povo. O torcedor que acompanhou a partida viu uma goleada tranquila; o comentarista contratado pelas emissoras viu uma Seleção em crise. A distância entre as duas leituras revela a quem a imprensa serve.

Em campo, o Brasil fez o que precisava. A Seleção volta a jogar na quarta-feira (24), contra a Escócia, em busca de assegurar a primeira posição do Grupo C e fechar a primeira fase na liderança.

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