A Seleção Brasileira estreou na Copa do Mundo de 2026 com empate por 1 a 1 contra Marrocos, neste sábado (13), no Estádio de Nova Iorque/Nova Jérsey, nos Estados Unidos. Ismael Saibari abriu o placar para os marroquinos no primeiro tempo, e Vinicius Jr. empatou ainda antes do intervalo.
O resultado não compromete a situação do Brasil no Grupo C. A primeira rodada terminou com a Escócia na liderança, após vitória por 1 a 0 sobre o Haiti. Brasil e Marrocos aparecem em seguida, com 1 ponto cada.
Marrocos começou melhor a partida e criou dificuldades para o Brasil nos primeiros minutos. A equipe africana conseguiu sair da marcação brasileira e avançou com perigo, principalmente pelos lados do campo.
O Brasil teve problemas para controlar o meio-campo e perdeu bolas em zonas perigosas. Em uma dessas jogadas, Lucas Paquetá perdeu a posse, Brahim Díaz acionou Saibari, e o atacante marroquino aproveitou a saída de Alisson para marcar por cobertura.
O início com pressão adversária não é uma situação inédita para a Seleção Brasileira em Copas do Mundo. Em 2018, o Brasil também estreou com empate, contra a Suíça. Em 1994, a Seleção empatou com a Suécia na fase de grupos e terminou campeã. Em 2014, contra a Croácia, começou atrás no placar e virou o jogo. Em 1970, contra a Tchecoslováquia, também saiu perdendo antes de vencer por 4 a 1.
O empate saiu aos 32 minutos do primeiro tempo. Vinicius Jr. recebeu passe de Bruno Guimarães na entrada da área pela esquerda, cortou para o pé direito e finalizou no ângulo oposto do goleiro Yassine Bounou.
O gol teve importância também pelo peso colocado sobre o atacante nesta Copa. Com Neymar ainda em processo de retorno físico, Vinicius Jr. aparece como um dos principais nomes ofensivos do Brasil, ao lado de Raphinha.
O atacante mostrou que segue sendo peça importante para a Seleção, mesmo diante das cobranças sobre seu rendimento com a camisa brasileira. Vinicius Jr. não se omitiu em campo, tentando buscar a bola, tentando o drible e participando das jogadas ofensivas.
O ponto mais frágil do Brasil na estreia foi a dificuldade de construção pelo meio. Lucas Paquetá, escalado na função de organizar o setor ofensivo, não repetiu as boas atuações dos amistosos anteriores.
A ausência de um camisa 10 ficou clara na partida. Este foi um jogo em que Neymar, mesmo em uma fase mais voltada para a armação do que para arrancadas pela ponta, poderia cumprir papel importante na circulação da bola e nos passes entre as linhas.
Neymar, hoje, atua mais por dentro, como organizador. Sua função seria pensar o jogo, aproximar os atacantes e furar linhas defensivas com passes de maior qualidade. Sem ele, o Brasil dependeu mais de jogadas individuais e teve dificuldade para dar continuidade às ações ofensivas.
Carlo Ancelotti fez duas mudanças no intervalo. Danilo entrou no lugar de Roger Ibañez, que estava improvisado na lateral direita e havia recebido cartão amarelo. Fabinho substituiu Casemiro, também amarelado.
As alterações deram mais equilíbrio defensivo à Seleção. No segundo tempo, o Brasil conseguiu controlar melhor a partida, diminuiu os espaços para Marrocos e teve mais posse de bola no campo de ataque. A entrada de Fabinho foi importante para conter os contra-ataques marroquinos.
Em lances nos quais o Brasil perdia a bola no ataque, os jogadores interromperam a jogada antes que o adversário avançasse em velocidade. A medida é uma diferença em relação a partidas anteriores da Seleção, como a eliminação contra a Croácia na Copa de 2022, quando o Brasil sofreu o empate nos minutos finais da prorrogação após um contra-ataque.
Marrocos chegou à Copa de 2026 depois de ter sido semifinalista em 2022. A Seleção africana manteve parte importante de sua base e mostrou organização diante do Brasil.
A partida confirmou que o Grupo C tem duas seleções fortes na disputa pelas primeiras posições. Ainda assim, com o empate entre Brasil e Marrocos e a vitória da Escócia sobre o Haiti, a chave permanece aberta.
O Brasil volta a campo na sexta-feira, contra o Haiti, pela segunda rodada do Grupo C. A partida será importante para a Seleção buscar sua primeira vitória na Copa e recuperar terreno na disputa pela liderança da chave.
Apesar do empate na estreia, o resultado contra Marrocos não representa uma situação grave para o Brasil. A Seleção enfrentou um adversário competitivo, começou com dificuldades, corrigiu parte dos problemas no segundo tempo e segue em condição de disputar a classificação sem maiores complicações.





