Autoridades palestinas em Gaza denunciaram que o sistema de saúde do território está próximo de uma “paralisia total” devido às restrições impostas por “Israel” à entrada de medicamentos, insumos e equipamentos. A declaração foi feita por Ismail Althwabta, chefe do gabinete de imprensa do Governo em Gaza, em entrevista à agência russa Sputnik árabe nesta quinta-feira (25).
Althwabta afirmou que os suprimentos que conseguem entrar atendem “apenas cerca de 10% das necessidades reais” e que não chegam equipamentos cirúrgicos especializados nem remédios para doenças crônicas. Ele relatou “grave escassez” de instrumentos cirúrgicos, equipamentos de ortopedia e materiais anestésicos.
Segundo o dirigente, as restrições impostas por “Israel” causaram paralisação total ou parcial de cirurgias em vários hospitais. Ele declarou que “cerca de 500.000 operações cirúrgicas estão suspensas” em razão da destruição quase completa do sistema, e citou alertas do Ministério da Saúde de Gaza de que a situação “está perto de uma paralisia total”.
O relato inclui a afirmação de que “Israel” impede a entrada de equipamentos vitais sob o pretexto de “considerações de segurança” e que ambulâncias e insumos, quando autorizados, são consumidos imediatamente devido ao tamanho da crise.
O Ministério da Saúde de Gaza informa que há falta geral de medicamentos de 52% e escassez de insumos médicos de 71%. Também foi informado que mais de 300 pacientes com câncer morreram no último ano por falta de remédios, com privação de quimioterapia e até de analgésicos fortes.
Ainda segundo as informações, aproximadamente 1.200 pacientes morreram em razão do fechamento contínuo da passagem de Rafá, e os suprimentos limitados que chegam ao setor privado e a ONGs seriam insuficientes. Desde outubro de 2023, ao menos 440 pessoas, incluindo mais de 150 crianças, morreram de fome. O Ministério da Saúde palestino informa quase 71 mil mortos e mais de 171 mil feridos no período.





