Na última sexta-feira (28), o presidente russo Vladimir Putin alertou que os países da OTAN enxergam o Ártico como um possível palco de conflitos, intensificando a disputa geopolítica na região. Durante discurso no fórum “Ártico – Território de Diálogo”, Putin destacou: “o significado do Ártico para a Rússia e o mundo cresce, o que leva a um aumento da luta geopolítica por posições nesse território”, e acrescentou: “os países da OTAN hoje olham para o Extremo Norte como uma base para possíveis conflitos”.
Putin enfatizou que a Rússia monitora a situação e adota respostas adequadas, afirmando: “a Rússia nunca ameaçou ninguém no Ártico, mas observa atentamente a situação e constrói uma linha de resposta adequada”. Ele criticou a suspensão de interações no Conselho Ártico por nações imperialistas, dizendo que “a decisão de interromper a interação no Conselho Ártico foi tomada por estados ocidentais, a Rússia não se recusou a dialogar nesse formato”. O presidente também anunciou planos para fortalecer o maior frota de quebra-gelos do mundo, incluindo novos modelos atômicos, e intensificar a extração de minerais, como metais raros, além de expandir a presença militar e a exploração geológica na região.
Putin ainda prometeu desenvolvimento socioeconômico de longo prazo para as áreas árticas russas, mas lamentou a falta de cooperação internacional, declarando: “a interação internacional nas latitudes do norte vive tempos difíceis, várias nações optaram por um curso de confronto”. Dados do governo russo indicam que o país detém 53% da costa ártica global, segundo a agência de notícias russa TASS.





