A Associação Anti-Sionismo e Anti-Racismo condenou o sequestro do jornalista e escritor jordaniano Mohammad Faraj, integrante da rede Al Mayadeen, preso há duas semanas sem acusação formal clara. Em nota divulgada nesta sexta-feira (26), a associação afirmou que manter alguém detido “sem uma acusação real” viola direitos e contraria garantias de liberdade de expressão previstas na Constituição da Jordânia.
O grupo declarou solidariedade a Faraj e pediu sua libertação imediata, denunciando o que chamou de campanha contra vozes nacionais que apoiam a resistência e se opõem ao sionismo e à normalização das relações com a entidade sionista. A associação também criticou métodos de assédio e prisões por parte das autoridades.
De acordo com os relatos reunidos no caso, Faraj foi detido ao retornar a Amã, acompanhado da esposa, a jornalista Ranaa Abi Jam‘a. Ele teria sido interceptado no Aeroporto Internacional Queen Alia, submetido a busca e interrogatório e levado a local não informado, sem explicação oficial.
A família afirmou que conseguiu visitá-lo pela primeira vez desde a prisão e declarou que ele “não está em boas condições psicológicas ou físicas”, expressando preocupação com sua segurança. Em comunicado, disse que Faraj não sabe onde está sendo mantido e não foi informado de acusação oficial, acrescentando que ele afirmou não ter cometido ato que justificasse responsabilização. A família declarou ainda que expressar posições nacionais e se opor à ocupação de “Israel” não pode ser tratado como crime.
O caso gerou manifestações de apoio de organizações e entidades políticas e culturais na Jordânia e em outros países árabes. A Al Mayadeen reiterou o pedido de libertação e exigiu que as autoridades informem o local de custódia, a situação jurídica e as condições físicas e mentais do jornalista.





