Conforme noticiado pelo portal Opera Mundi, o ex-presidente do parlamento israelense defendeu a criação de uma ação coletiva na Corte Internacional de Justiça (CIJ) para processar “Israel” por crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza.
A convocação foi feita em uma postagem na plataforma Substack, intitulada “Judeus – Rebelem-se. Agora!”. Nela, Abraão Burg declara que:
“Precisamos de um milhão de judeus, menos de 10% da população judaica global, para apresentar um recurso conjunto à Corte Internacional de Justiça em Haia.”
Ele pede que indivíduos, comunidades e organizações judaicas de todos os espectros se engajem nesta que ele chamou de uma “iniciativa moral e jurídica histórica”.
Burg ainda ressaltou a necessidade de desassociar o judaísmo das ações de um governo que ele considera criminoso. “Não permitiremos que o Estado de Israel, que inflige violência sistemática à população civil, fale em nosso nome. Não permitiremos que o judaísmo seja um pretexto para crimes”, afirmou, segundo a matéria do Opera Mundi.
Abraão Burg, hoje com 70 anos, presidiu o parlamento israelense de 1999 a 2003 e, antes disso, liderou a Agência Judaica e a Organização Sionista Mundial. Desde que deixou a política, ele se tornou um crítico severo das lideranças de “Israel”, alertando frequentemente sobre os rumos do Estado.
Em seu apelo, Burg não se limitou a criticar as ações militares em Gaza. Ele aproveitou para atacar diretamente a liderança política atual, sob o comando do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O ex-líder do parlamento descreveu a situação atual como o resultado de uma “ditadura do poder e da corrupção”, liderada por uma “coalizão de fanáticos apocalípticos”. Para ele, a proposta de uma ação legal no Tribunal de Haia representa uma forma essencial de resistência moral, um contraponto ético à política que ele considera degradada.
A iniciativa de Abraão Burg, conforme relatado, visa não apenas responsabilizar o governo israelense, mas também resgatar o que ele vê como os princípios éticos e morais do judaísmo, que, em sua visão, estão sendo corrompidos pela política atual.





