O advogado Ghaida Qassem denunciou nesta segunda-feira (14) que o diretor do Hospital Kamal Adwan, no norte da Faixa de Gaza, sofre maus-tratos sistemáticos nas prisões da ocupação sionista desde que foi sequestrado, em 27 de dezembro de 2024.
Hussam Abu Safia foi capturado durante uma invasão ao hospital onde trabalhava, uma das dezenas de operações israelenses contra instalações médicas desde o início da guerra em outubro de 2023. A entidade sionista alega que o médico integraria o Hamas, mas até agora não apresentou qualquer prova concreta.
Segundo Qassem, Abu Safia perdeu cerca de 40kg no período em que esteve preso, reduzindo seu peso de 100kg para apenas 60kg. “Ele continua vestido com roupas de inverno sob condições extremas de fome, tortura e isolamento total”, afirmou. O médico também foi privado de medicação essencial para seu tratamento de arritmia cardíaca.
O diretor do hospital foi levado para o centro de detenção de Sde Teiman, local onde diversas denúncias apontam torturas, assassinatos e até agressões sexuais praticadas por soldados israelenses contra os palestinos detidos. Abu Safia encontra-se agora em uma cela subterrânea, sem acesso à luz solar, e vem recebendo apenas uma refeição por dia, segundo sua família.
Ainda em fevereiro deste ano, os familiares haviam alertado sobre a tortura severa sofrida por ele, destacando que a acusação da ocupação não avança por absoluta falta de evidências, abrindo caminho para uma eventual libertação como parte de uma troca de prisioneiros.
A ofensiva contra o Hospital Kamal Adwan foi uma das mais violentas já registradas. Segundo o Monitor Euromediterrâneo de Direitos Humanos, durante a invasão foram executados médicos e civis que buscavam refúgio no local. Desde o início da guerra, 36 hospitais foram completamente destruídos ou severamente danificados pelos bombardeios e ataques terrestres da entidade sionista.
Em nota divulgada no mesmo dia 14, o Ministério da Saúde de Gaza afirmou que ao menos 360 profissionais da área foram detidos por ‘Israel’ desde outubro, exigindo intervenção internacional para colocar fim a essas práticas. “Os profissionais de saúde nas prisões da ocupação vivem em condições trágicas e extremamente difíceis”, declarou o ministério.
A denúncia sobre Abu Safia revela mais uma vez o caráter criminoso da guerra conduzida pelo sionismo em Gaza, que ataca hospitais, médicos, pacientes e qualquer estrutura mínima de vida civil. É uma campanha de extermínio metódico e deliberado que só será interrompida com o fim completo da ocupação.





