Nessa quinta-feira (11), em resposta à acusação de invasão do espaço aéreo polonês por veículos aéreos não tripulados (VANTs) russos, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) anunciou que a Alemanha enviará uma brigada de tropas e equipamentos militares para a Lituânia, país que faz fronteira com a Rússia e a Polônia.
“Este é um passo importante para fortalecer nossa dissuasão e defesa na ala leste da aliança”, afirmou o tenente-general Alexus Grynkewich, comandante supremo aliado na Europa na Otan. Uma brigada militar pode reunir diferentes tipos de forças, como tropas, tanques, artilharia e outros veículos de apoio. O objetivo, segundo a OTAN, é monitorar a região e proteger os países de “novas agressões russas”.
O governo alemão também se comprometeu a reforçar o monitoramento aéreo sobre a Polônia, enviando quatro caças de guerra para a região.
A escalada começou após a Polônia afirmar que 19 VANTs russos teriam invadido o espaço aéreo da Polônia, país membro da OTAN. A imprensa imperialista classificou o incidente a maior violação desse tipo desde o início da guerra na Ucrânia. A Polônia acionou o Artigo 4 do tratado da aliança, que prevê consultas entre os membros quando a segurança de um deles é ameaçada. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, confirmou que os VANTs foram abatidos por caças da OTAN e forças polonesas. Um dos VANTs teria chegado a atingir uma casa na região leste do país, mas ninguém ficou ferido.
A Alemanha decidiu adicionar 100 mil soldados ativos ao seu exército até 2029, em uma tentativa de cumprir as novas metas da OTAN, destinadas a preparar o país para uma possível guerra com a Rússia, segundo um relatório. O aumento dramático no número de soldados mais do que dobraria a quantidade atual de militares alemães em serviço ativo, que é de 62 mil, de acordo com a agência de notícias britânica Reuters.
O comandante projetou que a Alemanha deveria adicionar mais 45 mil soldados ativos até 2035 para cumprir as metas da OTAN acordadas em uma cúpula em junho e construir reservas para uma guerra prolongada, acrescentando que esses objetivos seriam impossíveis com os níveis de pessoal atualmente aprovados, que também incluem 37 mil soldados não ativos.
A Alemanha já enviou uma brigada para a Lituânia, com cerca de 5 mil soldados, e um patrulhamento naval no Báltico para combater supostas sabotagens subaquáticas.
Na semana passada, o chanceler alemão Friedrich Merz declarou que a decisão da Alemanha de fornecer tais garantias dependerá do tipo e da extensão do envolvimento dos Estados Unidos.





